segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Dilma recebe 7,5 mi de assinaturas por plebiscito para reforma política

Iniciativa tem apoio do PT e repete proposta de Dilma do ano passado. Petista participou de ato de campanha com movimentos sociais em Brasília.


Dilma participa de evento em Brasília com miiltantes do PT (Foto: Priscilla Mendes / G1)Dilma participa de evento em Brasília com miiltantes do PT (Foto: Priscilla Mendes / G1)
A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, recebeu nesta segunda-feira (13) 7,5 milhões de assinaturas favoráveis à realização de um plebiscito para que a população decida se quer ou não a formação de uma assembleia constituinte para implementar uma reforma política. A petista participou de ato de campanha com movimentos sociais em Brasília.
As assinaturas foram coletadas pelo movimento “Plebiscito Constituinte” entre 1º e 7 de setembro em todo o país. Do total de 7.754.436 participantes, que votaram pela internet ou em urnas, 97,05% foram favoráveis à constituinte pela reforma política com o objetivo de mudar as regras eleitorais em vigor. A meta inicial era colher 10 milhões de assinaturas.
O objetivo do movimento é pressionar os parlamentares para que aprovem um projeto de decreto legislativo convocando um plebiscito sobre o tema. A iniciativa teve apoio de 480 entidades e movimentos sociais, entre elas o PT, o PCdoB, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf).
Em seu discurso, a presidente disse que o Congresso Nacional não fará uma “autorreforma”. Ela disse considerar “uma temeridade supor que teremos reforma política sem participação do povo”. “Não podemos achar que o Congresso Nacional se autorreforma. Eu acho que nenhuma instância se autorreforma sem a manifestação popular”, afirmou.
Pactos : A iniciativa repete uma proposta feita pela presidente Dilma Rousseff no ano passado dentro dos cinco pactos anunciados pelo governo após as manifestações de junho. A ideia, no entanto, foi rechaçada por partidos aliados e por parte da comunidade jurídica, que temia que uma mudança mais ampla na atual Constituição.
Em sua proposta de consulta popular, Dilma defende que sejam analisados por meio de plebiscito os seguintes aspectos: financiamento público ou privado de campanha; sistema eleitoral (voto proporcional ou distrital); manutenção ou não da suplência para senador; fim ou não do voto secreto em deliberações do Congresso; e manutenção ou não de coligações partidárias proporcionais.
O ato de entrega das assinaturas teve presença de cerca de 700 apoiadores do governo e foi gravado pela equipe de campanha de Dilma, que usará as imagens na propaganda eleitoral petista. Ela foi ovacionada pela militância, que interrompeu o discurso diversas vezes para aplaudi-la.
“Eles [tucanos] não gostam de uma palavra,  detestam: gratuito. Odeiam. E o Pronatec tinha que ser gratuito, senão só aqueles que tivessem renda para pagar o curso, fariam o curso”, afirmou a candidata, que também acusou seus adversários de “sistematicamente tirarem os pobres do orçamento”.
'Combate à corrupção'
A candidata ainda defendeu a reforma política como forma de combate à corrupção. Ela voltou a dizer que os governos do PSDB “aparelharam” a Polícia Federal com filiados ao partido e escolheram um “engavetador geral da república”, em referência ao cargo de procurador-geral da República.
O líder nacional do MST, João Pedro Stédile, disse que somente Dilma será capaz de dar andamento a uma reforma política. “O povo não quer andar de marcha-ré e voltar para o neoliberalismo do Aécio, assim como o povo não quis o ‘chove não molha’ da Marina”, disse.
Política externa
No evento com militantes petistas, Dilma também exaltou a reeleição neste domingo (12) do presidente da Bolívia, Evo Morales, em primeiro turno e aproveitou para criticar a política externa defendida por seu adversário Aécio Neves.

Sem apoio até mesmo dentro do governo, a convocação de uma assembleia constituinte foi rapidamente descartada na época e substituída pela realização de um plebiscito que abordasse, entre outros temas, financiamento de campanha, sistema eleitoral (voto proporcional ou distrital) e coligações partidárias proporcionais. A proposta de consulta popular foi entregue ao Congresso Nacional, mas não avançou desde então.
No discurso desta segunda-feira, Dilma disse que na época em que propôs uma constituinte para a reforma política não teve apoio no Congresso nem mesmo entre os integrantes da sua base aliada. “Como presidente da República, não tive correlação de forças para isso”, admitiu.
“Nós verificamos que não tínhamos sequer unidade dentro de todos os apoiadores do governo para propor constituinte. Eu pessoalmente considero que a constituinte é uma boa proposta porque não serão aqueles que estão no exercício do mandato que reformarão as instituições políticas do país”, declarou.
Dilma criticou governo tucanos que antecederam o PT no poder. Ao exaltar o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), programa elaborado durante sua gestão, disse que o PSDB “odeia” as palavras “gratuito” e “subsídio”.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que a reforma política deve ser uma iniciativa do povo. “Esse Congresso Nacional não vai fazer reforma política porque foi eleito com financiamento privado, no colo do patrão”, afirmou durante o ato.
Segundo a candidata petista, o senador vai “voltar as costas” para toda a América Latina e “fingir que não existem” os Brics (grupo formado por Brasil, Índia, China e África do Sul). A presidente ainda afirmou que a política externa de Aécio retoma a proposta da Alca (Área de Livre Comércio das América).
“Volta aquela velha proposta da Alca, da criação de condições de liberar o mercado geral, porque nunca determinada época foi crime falar em política industrial”, disse Dilma Rousseff. A plateia, então, começou a entoar “se cuida imperialista, a América Latina vai ser toda socialista”. Ela respondeu: “nem tanto. Como diria lá no Rio Grande do Sul, ‘menas’”.

Manifesto de integrantes da Rede rejeita apoio de Marina Silva a Aécio

Parcela do grupo político de Marina classifica apoio de 'grave erro político'. Signatários do manifesto defendem neutralidade’ no segundo turno.


Leia a íntegra do manifesto:
A favor da nova política
O primeiro turno das eleições presidenciais expôs um Brasil prisioneiro de um paradoxo. O centro de poder decadente, conservador e estagnado na velha polarização PT x PSDB, representada por Dilma e Aécio no segundo turno, enclausurou o efervescente desejo de mudanças manifestado nas jornadas de junho de 2013 e reafirmado pelo posicionamento de aproximadamente dois terços do eleitorado brasileiro.
A crise de representação se aprofundou porque as duas principais máquinas partidárias do país lançaram mão do uso descarado dos instrumentos de poder político, institucional, midiático e econômico para cooptar, coagir, pressionar e manipular a vontade popular, impedindo que esse sentimento de mudança predominante na população se materializasse em uma representação alternativa e consequente no segundo turno.
Qualquer que seja o eleito, Dilma ou Aécio, realizará um governo que queimará recursos naturais e conquistas sociais e se servirá do velho padrão do fisiologismo e do patrimonialismo travestido de “garantia da governabilidade” para preservar um modelo de desenvolvimento baseado nos pilares intocáveis da concentração de renda e da exploração irracional dos recursos naturais.  Isto porque os projetos em disputa mantêm em seu DNA a cultura da velha política, da corrupção, da promoção dos interesses do mercado em detrimento dos direitos sociais, da servidão à lei do mais forte; usam e abusam da gestão inescrupulosa, do aparelhamento do estado e do poder público para o favorecimento privado, cooptando e sendo cooptados por interesses escusos.
Esta é a natureza do poder exercido no governo federal, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro ou Minas Gerais, independentemente de qual das duas coalizões governe.
Ressaltamos que as conquistas sociais e econômicas alcançadas pelos brasileiros e brasileiras não foram dádivas ou concessões das cúpulas partidárias do PT ou do PSDB. São os frutos de uma longa e difícil história de lutas que prosseguirá  para garantir a preservação dessas conquistas e que precisa avançar até a construção de um modo de vida e de organização social e econômica que propicie vida digna, justa e ambientalmente sustentável para todos nós.
Como afirma a nota divulgada pela executiva Nacional da Rede Sustentabilidade, que reitera a urgência da mudança, é nosso dever “reconhecer que a sociedade  brasileira não encontrou ainda o caminho, as condições e o tempo de realizá-la. Em nossa democracia, a estrutura política e partidária brasileira impediu, mais uma vez, a realização dessa afirmação histórica”.
Neste momento, a humildade diante das adversidades e das limitações impostas pelas condições do presente exige de nós a grandeza necessária para realizarmos uma avaliação profunda de nossos erros e debilidades. Mas, ao mesmo tempo, de reafirmar a persistência no caminho da consolidação e do fortalecimento de uma alternativa de mudança capaz de conquistar, ao lado de nosso povo, a emancipação social, a paz, a felicidade e a sustentabilidade como legado para as gerações futuras. E isso só poderá ser feito se estreitarmos nossos laços com os que acreditam que os sonhos são a matéria prima mais concreta da política.
Diante deste quadro, os signatários desta trazem a público a opinião consolidada em amplos setores da sociedade de que constitui-se grave erro político a declaração de voto e a adesão à campanha de Aécio Neves. Nenhuma modificação formal no programa eleitoral de Aécio transformará a natureza de sua candidatura, que não se constitui de palavras, mas de atos de história concreta que indicam sua integração orgânica à desconstituição de direitos, aos ruralistas e ao capital financeiro.
A favor da nova política manteremos a nossa independência da polarização PT x PSDB. Ser parte da polarização PT x PSDB destoa do projeto original da Rede Sustentabilidade, que nasceu com o propósito maior de estimular a emergência dos sujeitos autorais, dos indivíduos livres e conscientes, que não se dispõem a realizar suas mais legitimas aspirações e interesses no âmbito da velha, estagnada e conservadora política que tanto PT quanto PSDB representam e praticam.
Para mantermos a coerência e a qualificação de nossa intervenção política, só há um caminho: continuar afirmando a necessidade de uma nova e de uma outra política.
Nosso principal desafio é estarmos à altura do presente, olhar para o futuro e enxergar além dessa falsa polarização que representa o passado. É ter a mais firme de todas as posições: rejeitar as duas candidaturas e não indicar voto em nenhum dos dois lados.
É se declarar independente, sem nenhum compromisso com essa nefasta polarização.
Acauã Rodrigues - Elo Nacional da Rede
Antonio Daltro Moura - Elo Nacional da Rede
Cassio Martinho - Executiva Nacional da Rede
Celio Turino - Elo Nacional da Rede
Claudineia Costa - Elo Nacional da Rede
Daniela Vidigal - Elo Nacional da Rede
Eduardo Thorpe - Elo Nacional da Rede
Fernando Oliveira - Elo Nacional da Rede
Fred Mendes - Elo Nacional da Rede
Gilson Tessaro - Elo Nacional da Rede
Haldor Omar - Executiva Nacional da Rede
Jefferson Moura - Executiva Nacional da Rede
Julio Rocha - Executiva Nacional da Rede
Leonel Graça - Elo Nacional da Rede
Luciene Reis - Elo Nacional da Rede
Marcela Moraes
Mario Neto - Elo Nacional da Rede
Martiniano Cavalcante - Executiva Nacional da Rede
Muriel Saragoussi - Executiva Nacional da Rede
Roberto Martins - Elo Nacional da Rede
Urbano Matos - Elo Nacional da Rede
Valeria Tatsch - Elo Nacional da Rede
Washington Carvalho - Elo Nacional da Rede
Carlos Painel - Executiva Nacional
Thiago Rocha - Executiva Nanional

Dilma 51 a 49. Vox confirma: Dilma virou o jogo !

A Bolsa vai desabar ?


De Djair Galvão, no twitter

Os que venderam na segunda vão comprar dos otários da terça ?

Dilma disse que não faz sinal ao mercado, que isso é coisa do outro.

Leia “Dilma virou o jogo” e o mais recente tracking do DataCaf.

Pesquisa da Vox trata de votos válidos.

Paulo Henrique Amorim

Xico Sá é demitido pela cupula da Folha após ter texto em apoio a Dilma

Após polêmica política, o escritor Xico Sá não é mais colunista da Folha de S. Paulo. (Foto: Reprodução/Instagram)Após polêmica política, o escritor Xico Sá não é mais colunista da Folha de S. Paulo. (Foto: Reprodução/Instag …
Xico Sá é agora ex-colunista da Folha de São Paulo. O escritor deixou o jornal após ter um artigo em que declarava seu voto a Dilma Rousseff (PT) barrado pela alta cúpula do grupo.

Em resposta ao portal Brasil 247, Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha, confirmou que Sá está fora da carta de colunistas da casa. 

"Sim, Xico Sá pediu demissão da Folha. Em sua última coluna semanal, que seria publicada no sábado 11/10 no caderno Esporte, ele declarava voto num dos candidatos à corrida presidencial, o que fere a política do jornal, segundo a qual os colunistas devem evitar fazer proselitismo eleitoral em seus textos. Se quiserem, podem escrever artigo em que revelam seu voto e defendem candidatura na pág. A3 da Folha. Esta opção foi dada a Xico Sá, que recusou a oferta", afirmou.

O texto em questão seria publicado na versão impressa do jornal no sábado (11). Na madrugada, porém, Xico Sá utilizou sua conta pessoal no Twitter para disparar críticas à candidatura de Aécio Neves e à "imprensa burguesa", além de defender a petista, dizendo que "eu estou com meu povo".