quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

origem de Proxima Centauri pode significar que seu exoplaneta abriga a vida

Após décadas de incerteza, astrônomos podem ter encontrado forte evidências de que aestrela Proxima Centauri realmente está “amarrada gravitacionalmente” à Alpha Centauri. Isto é interessante por muitas razões, primariamente porque agora eles estão quase certos de que o sistema Alpha Centauri é um sistema estelar triplo, com duas estrelas (Alpha Centauri A e b) orbitando mais próximas uma da outra, e uma irmã excêntrica (Próxima Centauri) com uma órbita muito mais ampla.

Mas com a recente descoberta de um pequeno exoplaneta rochoso em órbita de Proxima Centauri, esta nova descoberta aumenta as esperanças de que este pequeno mundo possa ser habitável para a vida tal qual a conhecemos.
Proxima Centauri está localizada a aproximadamente 4,25 anos luz de distância, o que a faz a estrela mais próxima da Terra, além do nosso Sol.  O planeta em questão, chamado de Proxima b, tem aproximadamente a mesma massa da Terra e orbita dentro da zona habitável da estrela – a região ao redor de uma estrela onde não é tão quente, nem tão frio, para que a água exista no estado líquido em sua superfície.  A descoberta de qualquer planeta dentro da zona habitável de uma estrela – irrelevantemente do tamanho ou luminosidade da estrela – sempre é empolgante pois, se há água no estado líquido, a vida pode ser possível. E a descoberta de um mundo potencialmente habitável fora de nosso sistema solar é um incrível golpe de sorte.Renderização artística de Proxima Centauri e seu exoplaneta Proxima Centauri b
renderização artistica de proxima centauri com seu exoplaneta procima centauri b em primeiro plano, e alpha centauri A e B ao fundo

embora saibamos que próxima b esta lá e so podemos sua composição e não temos ideia se ele possui água, ou não.  Mas novas evidências sugerindo que Próxima Centauri é de fato uma irmã longínqua de Alpha Centauri pode nos ajudar a fazer esta descoberta.
Proxima Centauri foi descoberta há somente um século e, desde então, os astrônomos têm tentado compreender seu movimento no céu, uma tarefa que se torna muito complicada quando se considera o quão apagada ela é. Estrelas anãs vermelhas são muitas vezes menores e produzem somente uma fração da luz do nosso Sol. Mas usando o instrumento High Accuracy Radial velocity Planet Searcher – HARPS, do Observatório La Silla, no Chile, os astrônomos, pela primeira vez, conseguiram mensurações precisas da velocidade radial dessa estrela apagada, uma métrica chave se quisermos compreender sua relação com Alpha Centauri.
O instrumento HARPS é extremamente sensível à oscilação das estrelas quando pequenos exoplanetas orbitam ao seu redor, os puxando gravitacionalmente.  Na verdade, foi o instrumento HARPS que descobriu a minúscula oscilação da Proxima Centauri, revelando a presença do planeta Proxima b. Mas desta vez, o HARPS foi capaz de deduzir a velocidade na qual a pequena estrela se distancia de nós e a comparou com a velocidade radial de Alpha Centauri. Ambas as velocidades radiais se combinam, o que significa que, em toda probabilidade, Proxima Centauri possui uma órbita ao redor de Alpha Centauri.  Assim, elas provavelmente estão atadas gravitacionalmente.
Embora esta seja uma descoberta significante, a questão se todas as três estrelas estão em órbita uma da outra tem intrigado os astrônomos, desde que Proxima Centauri foi primeiramente encontrada – isto poderia revelar uma informação interessante sobre a natureza do próprio Proxima b.
Se a Proxima Centauri e as Alpha Centuri A e B estiverem conectadas gravitacionalmente, isto nos dá um pista de que o grupo foi formado pela mesma nebulosa há bilhões de anos. Assim, todas têm a mesma idade. Ao longo do tempo o trio evoluiu e Proxima Centauri, por alguma razão, foi jogada para longe do binário Alpha Centauri.
Numa pesquisa publicada no periódico Astronomy & Astrophysics, os pesquisadores especulam que antes da Proxima Centauri ser ejetada e enviada na órbita solitária que está hoje, um planeta se formou longe da estrela e então migrou para uma órbita mais baixa.  Quando ocupava tal órbita distante (e fria), ele provavelmente teria sido um mundo gelado e aquele gelo poderia ter sido água.  E agora o Proxima b está orbitando uma localização muito habitável para a água existir no estado líquido em sua superfície, então talvez ele possua água hoje em dia.
Embora ainda seja cedo para fazer tal declaração sobre o conteúdo de água de um planeta que não podemos ver diretamente, é interessante pensar que Proxima b possa ter sido formado com uma abundância de água em forma de gelo e é difícil não ficar empolgado com as renderizações artísticas de oceanos alienígenas sob um sol vermelho.
E quem sabe, se Proxima b tiver vida alienígena, esses nossos vizinhos já estejam nos visitando também.

Descoberta oficial de vida alienígena pode ocorrer em 2017, diz cientista

Humanos têm feito varreduras dos céus por séculos à procura de vida alienígena, mas sem sucesso (oficialmente).

Sinais bizarros têm causado dezenas de alarmes falsos, confundindo os astrônomos por todo o globo.  Até mesmo a Rússia foi forçada a negar que estava escondendo uma civilização alienígena.
Mas o Doutor Simon Foster, um físico da Faculdade Imperial de Londres, revelou que um avanço está por vir.  Ele está colocando suas apostas na sonda Cassini – que está explorando Saturno e suas luas, cuja missão está agendada para terminar setembro de 2017.
 vida alienígena
O cientista acredita que a missão está cheia de promessas.  Ele disse para o Express Online:
Há um avanço logo ali virando a esquina.  O interessante é que uma das luas de Saturno, Encélado, é uma lua gelada e isso deixa perspectivas tentadoras para procurar pela vida.
a concentração tem sido em marte, e acho que em luas como encelado e europa há uma boa possibilidade de encontrarmos vida microbiana...

Certamente, se a ciência pelo menos admitir oficialmente a existência de vida microbiana fora da Terra, já colocará a população a um passo de se acostumar com a ideia de que há vida alienígena inteligente lá fora no Universo, e que possivelmente já estamos sendo visitados.  E acredite, os cientistas que já têm esta confirmação não estão falando nada por medo de perderem sua credibilidade perante os colegas com mentes já ‘lavadas’ pela ciência de “tendência predominante”, e consequentemente os financiamentos para seus estudos.

Descoberta galáxia rara a 359 milhões de anos-luz da Terra



Uma galáxia chamada PGC 1000714 foi descoberta a 359 milhões de anos-luz de distância da Terra. Segundo os cientistas, parece pertencer a um grupo raro de que fazem parte apenas 0,1% das galáxias conhecidas.
Cientistas da Universidade do Minesota Duluth e do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte deram uma primeira descrição desta galáxia com um núcleo elíptico bem definido rodeado de dois anéis circulares. “A galáxia parece pertencer a uma classe raramente observada, do tipo Hoag“, refere um comunicado citado pela agência Efe.
“Menos de 0,1% de todas as galáxias observadas são do tipo Hoag”, indicou a autora principal do estudo, Burcin Mutlu-Pakdil, do Instituto de Astrofísica da Universidade do Minesota. As galáxias do tipo Hoag têm um núcleo circular rodeado por um anel e sem nada visível que ligue ambas as partes, enquanto a maior parte das observadas são como a Via Láctea, de forma espiral.
Os investigadores recolheram imagens da galáxia que apenas se pode observar com facilidade a partir do hemisfério Sul, com um grande telescópio nas montanhas do Chile. Essas imagens serviram para determinar a idade das duas principais partes da galáxia: o anel exterior e o corpo central. Mas também descobriram provas de um segundo anel interior em torno do corpo central, segundo o comunicado.
A galáxia PGC 1000714A galáxia PGC 1000714
Embora os astrofísicos já tenham observado galáxias com um anel azul em torno de um corpo central vermelho, neste caso a característica especial é que parece existir um anel interior mais antigo e difuso, disse Patrick Treauthardt, do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte. Os anéis das galáxias com regiões de onde as estrelas se formaram a partir de gás e as diferentes cores dos discos internos e externos sugerem que a PGC 1000714 passou por dois períodos diferentes de formação.
Apesar de pelas imagens iniciais não ser possível saber quando se formaram os discos desta galáxia, os peritos consideram que o anel exterior pode ser resultado da incorporação de troços de uma galáxia anã próxima e rica em gás.
“Sempre que encontramos um objeto único ou estranho para estudar, desafia as nossas atuais teorias e hipóteses sobre como funciona o universo. Normalmente diz-nos que ainda temos muitas coisas para aprender”, acrescentou.
Os resultados foram publicados esta semana na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.