quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Um mistério brilhante em Ceres

POR SALVADOR NOGUEIRA

A espaçonave Dawn, da Nasa, está prestes a chegar ao planeta anão Ceres, maior objeto do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. E um misterioso ponto brilhante detectado pela sonda, ainda sem explicação concreta do que possa ser, intriga os cientistas.
Imagem de Ceres obtida pela Dawn a 46 mil km do planeta anão revela dois misteriosos pontos brilhantes na superfície. (Crédito: Nasa)
Imagem de Ceres obtida pela Dawn a 46 mil km do planeta anão, divulgada ontem, revela dois misteriosos pontos brilhantes na superfície do planeta anão. (Crédito: Nasa)
Na verdade, não um. À distância, parecia um só. Mas, conforme a sonda se aproximou mais do astro e obteve novas fotos, ficou claro que são de fato pelo menos dois focos brilhantes, ambos no interior de uma mesma cratera.
“O ponto mais brilhante continua a ser muito pequeno para detalharmos com nossa câmera, mas, apesar de seu tamanho, ele brilha mais que qualquer outra coisa em Ceres. Isso é realmente inesperado e ainda um mistério para nós”, disse Andreas Nathues, pesquisador-chefe da câmera de enquadramento da sonda e cientista do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha. O que será?
De início, imaginava-se que pudessem ser crateras recentes, com gelo exposto em seu interior. Agora, outra hipótese começa a emergir — vulcanismo. Mas não como o da Terra, com magma derretido, mas criovulcanismo, que envolve vulcões que expelem água!
Ceres, por outros dois ângulos, a 46 mil km de distância, fotografado em 19 de fevereiro (Crédito: Nasa)
Ceres, por outros dois ângulos, a 46 mil km de distância, fotografado em 19 de fevereiro (Crédito: Nasa)
Sabemos que Ceres tem grandes quantidades de gelo no subsolo, e o Observatório Espacial Herschel chegou a detectar plumas de vapor d’água emanando do pequeno planeta anão, com cerca de 950 km de diâmetro. Se bobear, o astro pode até ter condições para a existência de vida, se houver fontes de calor capazes de manter a água em estado líquido no subsolo — o que o criovulcanismo, se for confirmado, parece sugerir.
Contudo, ainda é cedo para fazer quaisquer afirmações. Logo saberemos do que se trata, conforme a sonda chegar ainda mais perto — ela está no momento a cerca de 39 mil km de seu destino, o que equivale a apenas um décimo da distância que separa a Terra da Lua.
O empolgante mistério é uma boa medida do quanto estamos entrando em território inexplorado com esta missão. A expectativa é grande para a inserção orbital da Dawn em órbita de Ceres, o que vai acontecer no próximo dia 6.
Fique ligado, pois a primeira grande aventura do ano dos planetas anões está apenas começando. E, em julho, teremos Plutão!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ruptura em filamento arremessa toneladas de partículas ao espaço

Uma poderosa explosão solar foi observada na manhã de sábado na face oposta da estrela e foi causada pelo rompimento do gigantesco filamento que dias antes estava voltado de frente para a Terra.

A ejeção de massa coronal, CME, ocorreu às 10h40 UTC (08h40 pelo horário de verão de Brasília) e lançou ao espaço bilhões de toneladas de partículas carregadas a mais de 1000 km/s.
A forte explosão foi detectada por diversos satélites que monitoram o Sol, entre eles o telescópio espacial SOHO e o satélite Stereo-A, que atualmente observa a face oposta do Sol, onde ocorreu a ruptura.
O evento ocorreu alguns dias depois que o mesmo filamento estava posicionado em direção à Terra e que devido ao gigantesco tamanho - mais de 700 mil km de comprimento - foi motivo de duas transmissões ao vivo feitas pelo Apolochannel, o canal de vídeo do Apolo11.

Ruptura de Filamento solar
Na ocasião das transmissões nós mostramos o Sol ao vivo e explicamos sobre a origem do filamento, além de comentar sobre um possível rompimento e suas consequências.


O que é um Filamento
Um filamento solar é uma espécie de trilha de plasma que se forma na região da cromosfera e que se mantêm contida pela ação dos intensos campos magnéticos que envolvem o gás.

Normalmente, os filamentos solares são pequenos e ocupam entre 50 mil e 100 mil km de extensão, mas em algumas ocasiões podem crescer muito e formar longas estradas. A espessura varia pouco, quase sempre ao redor de 1000 km de largura, mas podem se erguer a mais de 120 mil km de altura, formando gigantescas cordilheiras de gás incandescente.
As labaredas vistas no limbo do Sol nada mais são que os filamentos vistos contra o fundo negro do espaço. Quando isso acontece passam a se chamar proeminências.
O rompimento de um filamento pode ocorrer por diversos motivos, entre eles alguma instabilidade no campo magnético que o envolve ou então quando a pressão do gás aprisionado se torna tão elevada que o campo magnético não consegue mais conte-lo.

Quando isso acontece, o gás que estava aprisionado se expande abruptamente em direção ao espaço. Se o filamento é pequeno, o gás retorna à superfície do Sol atraído pela intensa gravidade e magnetismo. Caso o filamento seja muito denso, o gás é arremessado tão violentamente que pode escapar do domínio solar e viajar para muito longe e chegar aos diversos planetas do sistema.
Caso atinjam a Terra, as partículas ejetadas podem provocar as chamadas tempestades geomagnéticas, que em sua forma mais branda podem ser vistas na forma das auroras polares. Quando as tempestades são muito intensas podem causar danos bastante sérios em linhas de transmissão de energia, equipamentos a bordo de satélites e panes em sistemas de comunicação e orientação.

O rompimento deste filamento não aconteceu quando este estava voltado para a Terra e a ejeção foi direcionada rumo ao espaço profundo, na direção do planeta Mercúrio, que também não foi atingido.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

ISRAEL POVO DIRETAMENTE DE DEUS... UM PASSO A FRENTE DO RESTO DA HUMANIDADE

SkyTran, o Sistema de Veículos a levitação magnética, JA E UMA Realidade e comeca a Testado Ser em Israel






Como Grandes Cidades do Mundo padecem Diariamente dos efeitos Uma Densidade altissima de Veículos Circulando Pelas Ruas; Uma Situação, Que, longe de melhorar, Piora a Cada ano. Com hum horizonte sem Grandes Expectativas e repleto de Promessas, a Empresa norte-americana SkyTran Parece ter chegado parágrafo oferecer como Primeiras Alternativas concretas, viáveis ​​e reais Para o Problema. Trata-se de hum Meio de transporte Público Inovador, baseado na levitação magnética, Que Consiste no Desenvolvimento de Uma via de Trânsito Elevada, ATRAVES fazer qua circulariam Veículos leves, Como cápsulas Espaciais, Transportando ATÉ Duas PESSOAS um Velocidades that alcançariam OS 240 km / h.
Finalmente, apos Propostas infrutíferas de hum Projeto-piloto em Diversos Países, Israel decidiu Testar Esse Sistema de Transportes Inovador. E Os Resultados Serao de Fundamentos de para A SUA APLICAÇÃO EM página Outros Países. O Projeto preve uma instalaçao de Uma Rede fechada, de 500 metros de Extensão a, na sede da Empresa israelita Aerospace Industries. Se der Certo Tudo, Sera Montada Uma Rede comercial, that permitirá Transportar Passageiros em Tel Aviv de ponta a ponta.
O Sistema E Completamente automatizado: QUALQUÉR Passageiro PODE Solicitar hum Veículo de Seu smartphones parágrafo Que seja buscado em Uma Estação Específica. No total, a estima-se that 12 mil pessoas poderão viajar POR hora em Cada monotrilho. E ESSE Número Cresce exponencialmente, à Medida Que FOREM adicionados Mais Trilhos.

Gelo à vista! Estamos quase chegando a Plutão!

Oitenta e cinco anos depois de descoberto, o planeta anão Plutão está prestes a revelar seus segredos. No próximo 14 de julho a nave New Horizons fará a maior aproximação desse mundo gelado, mas já está tão perto que até as luas plutonianas menores já são alvos das câmeras de bordo da nave.

Nix e Hydra vistos pela New Horizons


Devido à sua pequena dimensão e grande distância da Terra, Plutão representa um grande desafio, tanto para observações feitas em solo como para os telescópios espaciais. Da Terra, o planeta anão só pode ser visto através de telescópios maiores e mesmo assim, não passa de um diminuto ponto de luz.
Plutão tem cinco luas e a maior delas, Caronte, só foi vista da Terra pela primeira vez em 1978 após diversas análises em fotografias feitas em condições atmosféricas excepcionais e que revelaram uma minúscula deformação no shape de plutão. Mais tarde, se entendeu que essa protuberância era na realidade um corpo que orbitava o planeta.
As outras quatro luas, muito menores, só foram descobertas anos mais tarde. Nyx e Hidra em 2005, Cérbero em 2011 e Estige (styx) em 2012, todas detectadas através de imagens de alta resolução feitas pelo telescópio espacial Hubble.

Visões de um Novo Mundo
Lançada em 19 de janeiro de 2006, a sonda New Horizons está prestes a fazer história e no próximo dia 14 de julho deverá atingir a menor distância de observação desde que o planeta anão foi descoberto por Clyde Tombaugh, em 1930.

Nesta semana, cientistas ligados ao laboratório de Física Aplicada (APL) da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, divulgaram uma série de imagens que mostram as pequenas luas Nix e Hydra, feitas a uma distância entre 201 e 186 milhões de km do planeta.

Nix e Hydra vistos pela New Horizons


O propósito das imagens é ampliar o conhecimento que se tem hoje sobre as orbitas das luas de plutão e também testar um novo método de fotografias de longa exposição, capaz de aumentar a sensibilidade e detalhamento dos objetos.
Nas cenas, o resultado do teste é facilmente observado. À esquerda da foto vemos Nix (laranja) e Hydra (amarelo) bastante ofuscados pelos brilhos intensos de Plutão e Caronte, enquanto na imagem da direita, já processada, ambos os satélites são vistos quase isolados. As áreas negras observadas à direita de plutão são artefatos criados pela sobrecarga de fótons sobre o CCD, provocado pela superexposição dos objetos.
A imagem animada também é uma demos tração das capacidades de sensoriamento da câmera LORRI (Long-Range Reconnaissance Imager). Na cena, câmera e espaçonave foram rotacionados para evitar que o intenso brilho de plutão e Caronte ofusquem a imagem das luas investigadas.
Até agora, todo nosso conhecimento sobre Plutão está baseado em teorias, apoiadas no entendimento que temos sobre o espaço e os corpos celestes, mas as revelações verdadeiras sobre esse novo mundo estão apenas começando. É só aguardar!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A pulseira holográfica que promete tornar os celulares obsoletos



A Tendência Que Traz Atual Conceitos Tecnológicos AINDA Mais Inovadores, um Exemplo DOS "wearables", OU SEJA, Aparelhos Eletrônicos Que São vestidos, Como Relógios e óculos, Cresce e se consolida Ate O Ponto de colocar em verificar e tablets smartphones. Pelo Menos E Essa um Conclusão Que tiramos da grande jornal Última Inovação Tecnológica Nesse campo: a Pulseira Cicret, Uma pulseira que promete Transformar um Pelé do Usuário em hum Dispositivo Móvel, that AINDA ESTÁ em Fases de testes.
Graças um hum Projetor e Sensores de Longo alcance Integrados, desenvolvedores do SO DO PROJETO alegam Que o Objeto E Capaz de deslocar a Tela Sensível de QUALQUÉR Aparelho (Como o celular no bolso Seu) Ao antebraço da Pessoa Que o esteja utilizando. Para ativar uma pulseira, basta APENAS girar rapidamente o pulso. Com Sistema Operacional Android, uma pulseira permite NÃO APENAS refletir uma Tela de QUALQUÉR Dispositivo Móvel, mas possui also Seu Proprio Processador, Memória externa, Conexão wi-fi, Bluetooth e porta micro USB. Além Disso, Ela vibra, impermeável e resistente E à chuva. No entanto, Uma de SUAS characteristics Mais chamativas ESTÁ na bateria Autônoma, de Duração indefinida, Que PoDE Ser carregada atraves do Movimento do Corpo.
Ate o momento, Trata-se de hum Projeto promissor, that NECESSITA de hum Investimento Estimado em torno de R $ 3 Milhões.

Veja video Abaixo do Produto que AINDA ESTÁ Sendo Desenvolvido.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sonda Rosetta sobrevoa cometa Churyumov-Gerasimenko

  • Imagem feita em 9 de fevereiro pela câmera de navegação da sonda Rosetta capta imagem do cometa 67P-Churyumov-Gerasimenko a uma distância de 105 quilômetros, mostrando parte do núcleo encoberto por jatos de poeira e gás. A imagem foi divulgada no dia 14 de fevereiro
    Imagem feita em 9 de fevereiro pela câmera de navegação da sonda Rosetta capta imagem do cometa 67P-Churyumov-Gerasimenko a uma distância de 105 quilômetros, mostrando parte do núcleo encoberto por jatos de poeira e gás. A imagem foi divulgada no dia 14 de fevereiro
A sonda europeia Rosetta voou este sábado (14) muito perto do cometa 67-Churyumov/Gerasimenko, cuja atividade cresce ao se aproximar do sol.

A própria Rosetta informou sobre o ocorrido em sua conta no Twitter, gerenciada pela Agência Espacial Europeia (ESA). Informou que enviaria os dados de seu voo "o quanto antes" e que as primeiras imagens da câmera de navegação NAVCAM estariam disponíveis na segunda-feira.

"Agora estou me afastando do cometa. Na terça-feira (17) estarei a 253 quilômetros dele!", disse Rosetta.

A sonda chegou a ficar a apenas seis quilômetros da superfície deste cometa, que libera cada vez mais gás e poeira a medida que esquenta.

"Mas ainda não está muito ativo", diagnosticou, há alguns dias, Sylvain Lodiot, que dirige as operações da sonda no Centro Europeu de Operações Espaciais em Darmstadt, Alemanha.

O objetivo deste voo a pouca distância era permitir que os instrumentos de Rosetta "fizessem fotos e realizassem um espectro da superfície com uma resolução jamais conseguida até o momento", segundo a ESA.

Também deveria permitir coletar amostras da "cabeleira" (nuvem de poeira e gás) do cometa Churyumov-Gerasimenko para entender como é formada.

A sonda Rosetta viajou durante 10 anos até se encontrar com o cometa e soltar o robô Philae sobre sua superfície, em meados de novembro.

Após este "encontro de Dia dos Namorados", Rosetta seguirá realizando uma série de voos nos arredores do cometa, a uma distância que será determinada por sua atividade.

A atividade deve aumentar durante os próximos meses enquanto o cometa se aproxima de seu periélio, o ponto em que se encontra mais próximo do sol. Churyumov-Gerasimenko deve alcançá-lo em 13 de agosto, quando estará a 186 milhões de quilômetros do astro.

Enquanto isso, Philae está "hibernando" sobre o cometa. O robô reiniciou duas vezes após sua aterrissagem e caiu numa zona com pronunciado relevo que lhe faz sombra. Não recebe, portanto, luz suficiente para recarregar suas baterias solares e voltar a funcionar.

Os instrumentos de Rosetta não conseguiram localizá-lo com precisão, mas os especialistas esperam que ele acorde no mês de março.

Drones buscam vestígios de civilizações antigas na Amazônia



Jonathan Amos

Correspondente de Ciência da BBC News, de San Jose

Cientistas britânicos vão usar um drone para fazer varreduras na Amazônia brasileira e procurar vestígios de civilizações antigas.

O avião não-tripulado que será enviado para a região é equipado com um laser que analisa e procura por áreas onde podem ter existido construções há milhares de anos.

O objetivo do projeto é determinar qual era o tamanho destas comunidades milenares e até que ponto elas alteraram a paisagem local.

Os pesquisadores anunciaram a iniciativa durante a reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), na cidade de San Jose, na Califórnia.

O projeto, uma parceria entre agências e instituições do Brasil e Europa, já conseguiu uma verba de US$ 1,9 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões) do Conselho Europeu de Pesquisa.

Dependendo dos dados obtidos, eles também podem ser usados para a elaboração de políticas de uso sustentável da floresta.

Mas a questão mais importante é tentar compreender a escala e as atividades das populações que viveram na Amazônia no final do período antes da chegada dos europeus à América, ou seja, os últimos 3 mil anos antes de 1490.

Padrões no solo

A equipe internacional vai tentar encontrar na Amazônia os chamados geoglifos, que são desenhos geométricos grandes feitos no chão.

Mais de 450 destes geoglifos, em vários formatos geométricos, foram encontrados em locais onde ocorreu desmatamento.

Mas até hoje ninguém sabe exatamente o que estes círculos, quadrados e linhas representam - há indícios de que fossem centros cerimoniais.

No entanto, o que se sabe é que eles são provas de um comportamento coletivo.

"É um debate acalorado agora na arqueologia do Novo Mundo", afirmou Jose Iriarte, da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha.

"Enquanto alguns pesquisadores acreditam que a Amazônia foi habitada por pequenos grupos de caçadores-coletores ou então por pequenos grupos de cultivavam apenas para a subsistência, que tiveram um impacto mínimo no meio ambiente, e que a floresta que vemos hoje foi intocada por milhares de anos, há cada vez mais provas mostrando que este pode não ser o caso."

"Estas provas sugerem que a Amazônia pode ter sido habitada por socieades grandes, numerosas, complestas e hierárquicas que tiveram um grande impacto no meio ambiente; o que nos chamamos de 'hipótese do parque cultural'", disse o cientista à BBC.

Drone e satélite

O projeto de Iriarte prevê o sobrevoo do drone por algumas áreas da floresta que servirão de amostra.

O laser acolpado ao drone vai procurar geoglifos estão escondidos em regiões ainda não desmatadas.

Parte da luz deste laser, chamado de "lidar" ("light-activated radar", ou radar ativado pela luz, em tradução livre) consegue ultrapassar a barreira das folhas das árvores.

Serão feitas várias inspeções e, se a existência dos geoglifos for confirmada, os cientistas vão tentar determinar mudanças específicas que foram deixadas no solo e na vegetação pelos antigos habitantes.

Estas "impressões digitais" poderão ser buscadas por imagens de satélites, possibilitando uma busca em uma área muito maior da Amazônia, maior do que com o pequeno drone.

E, a partir deste projeto será possível avaliar como a Amazônia pode ser gerenciada de forma sustentável. Segundo Iriarte, não é possível especular quais seriam as mudanças futuras aceitáveis na Amazônia se não existir uma compreensão completa de como a floresta foi alterada no passado.

"Queremos ver qual é a pegada humana na floresta e então formar uma política (de uso), pois pode ser o caso de que a biodiversidade que queremos preservar seja o resultado de uma manipulação no passado desta floresta", explicou.

Névoa misteriosa em Marte intriga cientistas

Equipe de pesquisadores tenta entender origem dessa espécie de 'neblina' que foi descoberta por astrônomos amadores.


 Damian Peach foi um dos primeiros astrônomos amadores a capturar imagens do fenômeno (Foto: Grupo Ciencias Planetarias (GCP) - UPV/EHU)
Damian Peach foi um dos primeiros astrônomos amadores a capturar imagens do fenômeno: névoa é vista no detalhe (Foto: Grupo Ciencias Planetarias (GCP) - UPV/EHU/Nature)
Uma descoberta feita por astrônomos amadores que passam horas estudando Marte deixou cientistas com a pulga atrás da orelha.
Descoberta pela primeira vez em 2012, uma espécie de névoa apareceu orbitando ao redor do planeta apenas uma outra vez e depois desapareceu.
Ao analisar imagens da misteriosa neblina, os cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriram que ela é a maior já vista e se estende por mais de 1.000 quilômetros.
Em artigo publicado na revista "Nature", eles dizem que a pluma poderia ser uma grande nuvem ou uma aurora excepcionalmente brilhante. Mas deixam claro que ambas as hipóteses são difíceis de serem comprovadas.
"Essa descoberta traz mais perguntas do que respostas", disse Antonio Garcia Munoz, cientista da Agência Espacial Europeia.
Telescópios
Em todo o mundo, uma rede de astrônomos amadores mantém seus telescópios calibrados para analisar o “planeta vermelho”.

Eles viram essa misteriosa formação pela primeira vez em março de 2012, logo acima do hemisfério sul de Marte.
Damian Peach foi um dos primeiros astrônomos amadores a capturar imagens do fenômeno.
"Eu notei essa formação saindo ao lado do planeta, mas eu primeiro achei que havia um problema com o telescópio ou câmera”, disse.
"Mas, à medida que eu ia verificando as imagens de perto, percebi que era algo real - e foi uma grande surpresa."
A neblina brilhante durou cerca de 10 dias. Um mês mais tarde, ela reapareceu e perdurou o mesmo período de tempo. Mas nenhuma formação do tipo foi vista desde então.
Nuvens
Os cientistas que comprovaram o fenômeno buscam agora uma explicação para ele, mas, por enquanto, só têm hipóteses.

Uma teoria é a de que a névoa é uma nuvem de dióxido de carbono ou partículas de água.
"Sabemos que há nuvens em Marte, mas até hoje elas foram observadas apenas até uma altitude de 100 km", disse Garcia Munoz.
Segundo ele, a misteriosa névoa está bem acima dessa altitude, o que coloca em xeque essa possibilidade.
Outra explicação é a de que esta ela é uma versão local das auroras polares.
"Nós sabemos que nesta região em Marte nunca foram relatados auroras antes”, disse Muñoz. “Além disso, a intensidade registrada nessa névoa é muito, mas muito maior do que qualquer aurora já vista em Marte ou na Terra.”
Para o cientista, se qualquer uma dessas teorias estiver certa, isso significaria que a nossa compreensão da atmosfera superior de Marte está errada.
Ele espera que, ao publicar o estudo, outros cientistas também colaborem com explicações para o fenômeno. Mas, se isso não ocorrer, os astrônomos terão de esperar para as névoas retornarem à Marte.
Fotos de telescópios ou naves que estão atualmente em órbita ao redor do planeta também podem ajudar a desvendar esse mistério.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Nasa está a caminho da lua-oceano

POR SALVADOR NOGUEIRA

Atendendo ao clamor popular americano — se é que o Congresso é mesmo a casa do povo –, a Nasa finalmente decidiu abraçar uma causa que empolga astrobiólogos no mundo inteiro há décadas. Este ano, a agência espacial americana formalizou a criação de uma missão a Europa, a lua oceânica de Júpiter. Trata-se de um dos mais promissores locais para a busca por vida extraterrestre no Sistema Solar.
Nasa planeja missão dedicada a Europa, que tem um oceano global sob o gelo. (Crédito: Nasa)
Nasa planeja missão dedicada a Europa, que tem um oceano global sob o gelo. (Crédito: Nasa)
Já faz alguns anos que os congressistas têm tentado empurrar o projeto, mas a Nasa é uma agência controlada pelo Executivo, e não adianta nada o Congresso incluir recursos para uma missão específica se os responsáveis pelo programa espacial não o abraçarem. Pois bem. Anteontem, ao apresentar a proposta de Orçamento para a Nasa em 2016, o governo por fim cedeu às pressões. O administrador da agência espacial, Charles Bolden, chegou a mencionar o projeto em sua apresentação.
“Olhando para o futuro, estamos planejando uma missão para explorar a fascinante lua de Júpiter Europa, selecionando instrumentos nesta primavera [outono, no hemisfério Sul] e seguindo adiante com a próxima fase do trabalho”, afirmou.
Para 2016, a Nasa solicita US$ 30 milhões para trabalhar no projeto. Quando o Orçamento passar pelo Congresso, que já há três anos tenta empurrar a ideia, esse valor deve aumentar. Como padrão de comparação, em 2015 a agência solicitou US$ 15 milhões para explorar possíveis opções e conceitos para a missão, e os congressistas inflaram a cifra para US$ 100 milhões.
Com esse movimento todo, 2015 deve ser o ano em que a missão a Europa ganhará contornos oficiais. Estamos mesmo a caminho da lua joviana.
POR QUE EUROPA?
O interesse nesse satélite de Júpiter decorre de uma descoberta primeiro sugerida pela passagem das sondas Voyager, entre 1979 e 1980, e mais tarde confirmada pela sonda Galileo, na década de 1990: Europa possui um oceano de água salgada, sob sua crosta de gelo.

O que os cientistas imaginam que seja a estrutura interna de Europa. (Crédito: Nasa)
O que os cientistas imaginam que seja a estrutura interna de Europa. O azul é o oceano global. (Crédito: Nasa)
Você pode muito bem dar uma de Chefe O’Hara e perguntar: “Como é que pode ser verdade uma coisa dessas, hein, Bátiman?” Ocorre que, apesar de estar muito longe do Sol, numa região em que o nível de radiação solar é insuficiente para conservar água em estado líquido, a lua sofre com o poderoso efeito de maré produzido por Júpiter e pela atração gravitacional das luas vizinhas, Io (mais interna) e Ganimedes (mais externa). Resultado: o “vai-pra-lá-vem-pra-cá” da maré é suficientemente forte para aquecer e derreter o gelo nas camadas internas da lua — vários quilômetros abaixo da superfície.
Sob o oceano, imagina-se uma superfície rochosa, como a que existe no fundo do mar na Terra. Ou seja, tirando pelo fato de que o oceano europano é completamente escuro, ele deve ser bem parecido com os do nosso planeta. Não é difícil imaginar por que ele é tido como um dos melhores lugares para a busca por vida. A julgar pelo que compreendemos do sistema joviano, o oceano de Europa deve ter existido tal como está hoje pelos últimos 4 bilhões de anos. Tempo mais do que suficiente para o surgimento de formas biológicas, ainda que a pequena quantidade de nutrientes e a ausência de criaturas fotossintetizantes possa ter limitado serveramente essa biosfera a criaturas unicelulares.
De toda forma, há motivo mais do que suficiente para ir até lá.
(Para ler mais sobre as possibilidades de vida em Europa, e no resto do Universo, por que você não dá uma olhada no meu último livro, “Extraterrestres”, disponível em livrarias, bancas de jornal e em formato digital?)
A MISSÃO
Nessa primeira missão dedicada, a ideia é fazer estudos orbitais para caracterizar detalhadamente a lua. O conceito que tem sido trabalhado pela Nasa envolve uma espaçonave que entrará em órbita de Júpiter. Inicialmente, o desejo era que o veículo orbitasse Europa, mas há um problema: a região que a lua ocupa no sistema joviano está bem dentro do cinturão de radiação gerado pelo campo magnético do planeta gigante. O ambiente é tão agressivo que os cientistas teriam de gastar praticamente toda a massa disponível para a espaçonave só para escudar seus sistemas eletrônicos.

A alternativa mais simples é colocar a sonda em órbita de Júpiter, fazendo apenas aproximações rápidas e periódicas de Europa. A espaçonave entra no cinturão de radiação, faz as medidas, bate as fotos e sai em seguida, para repetir o procedimento de novo e de novo, em futuras aproximações. Não é tão bom quanto entrar em órbita da lua, mas é quase tão bom quanto, com a vantagem de facilitar muito na hora de projetar a sonda e seus instrumentos.
Uma das coisas mais intrigantes sobre Europa é que, no ano retrasado, cientistas acreditam ter detectado, com o Telescópio Espacial Hubble, plumas de vapor d’água sendo ejetadas do hemisfério sul da lua. Isso significa que a água do oceano pode ocasionalmente “vazar” para o espaço, onde poderia ser analisada por uma sonda em órbita.
Concepção artística de pluma de água ejetada de Europa (Crédito: Nasa)
Concepção artística de pluma de água ejetada de Europa (Crédito: Nasa)
Os astrônomos continuam de olho, para ver se detectam novas plumas — não só para confirmar o achado original de 2013, mas também para ajudar a guiar a escolha de instrumentos que possam investigá-las de perto. É importante notar que a sonda Galileo, após passar anos no sistema joviano, não viu nada que indicasse o fenômeno.
O fato de que a Nasa começou a se mexer sobre Europa é extremamente empolgante. Trata-se de um dos mais facinantes lugares do Sistema Solar e certamente esta será apenas a primeira de muitas missões científicas dedicadas à lua joviana. Quem sabe não estão lá, na superfície ou no subsolo, as respostas que procuramos para finalmente aplacarmos nossa solidão cósmica?

Mistério de “força desconhecida” que matou esquiadores completa 56 anos sem explicação




Um mistério em torno da morte de nove pessoas - sete homens e duas mulheres - em uma montanha da Rússia acaba de completar 56 anos. No dia 2 de fevereiro de 1959 ocorreu a trágica e inexplicável morte de um grupo de esquiadores no que ficou conhecido como Incidente do Passo Dyatlov. As mortes ocorreram ao norte dos montes Urais, na costa leste da montanha Kholat Syakhl, cujo nome significa Montanha dos Mortos na linguagem mansi, povo da região. O nome Dyatlov é por conta do líder do grupo Igor Dyatlov. De acordo com investigações posteriores, todos foram vítimas de “forças desconhecidas”.

A expedição
O objetivo da expedição era alcançar o topo da montanha Otorten, considerado um desafio difícil, porém todos os integrantes do grupo possuíam experiência em escaladas. Com a ajuda das anotações de viagem, foi possível, identificar a rota do grupo até o dia da tragédia. No dia 1o. de fevereiro, o tempo na montanha piorou, os esquiadores se perderam - provavelmente se separam -  e resolveram montar acampamento.
A partir dali, provavelmente, começou uma sequência de horrores causada por algo desconhecido. Sem sinal dos esquiadores, as buscas tiveram início no dia 20 de fevereiro. Seis dias depois, foram encontrados os primeiros corpos. Eles estavam apenas com roupas íntimas, indicando que os esquiadores estavam dormindo e tentaram fugir de alguma coisa ameaçadora. Estima-se que naquela noite a temperatura deveria estar em torno de -25 C e -30 C graus.
Próximo dali, entre 300 e 630 metros, foram encontrados, outros três corpos. Pela maneira que estavam dispostos, a hipótese é de que estivessem tentando voltar às barracas. Os outros quatro esquiadores só foram encontrados mais de dois meses depois, no dia 4 de maio, sob quatro metros de neve.

O que aconteceu?
Mais tarde, uma investigação constatou que ao menos quatro dos esquiadores receberam ferimentos fatais - dois no crânio e dois no tórax. Um dos corpos estava sem a língua. O que espantou os investigadores foi a força usada nestes ferimentos, praticamente impossível para um ser humano. Os corpos não tinham machucados externos e pareciam ter sido submetidos a uma grande pressão. Para adicionar mais mistério à história, também foi encontrado um alto índice de radiação nas roupas dos esquiadores.
De início, suspeitou-se que as mortes tivessem sido causadas pelo povo indígena Mansi, porém não havia qualquer tipo de pegadas ali, a não ser as dos esquiadores. Nos ano 90, pessoas envolvidas na investigação revelaram que houve relatos naquela época de que "esferas voadoras brilhantes" foram avistadas na área, mas nada pode ser comprovado - anos mais tarde, foi divulgado que as luzes foram causadas por testes de mísseis balísticos R-7. Sem ter como resolver o caso, a investigação final apontou que o grupo morreu vítima de "força desconhecida" e o caso foi arquivado. O incidente só veio à tona na década de 1990.
Nova teoria
No ano passado, o produtor de cinema e de TV norte-americano  Donnie Eichar divulgou uma teoria após cinco anos de pesquisa. De acordo com ele, o grupo estava na hora errada e no lugar errado e se deparou com a chamada “tempestade perfeita”. Segundo Eichar, o fenômeno é um minitornado violento que produz um ruído ensurdecedor, que pode gerar uma grande quantidade de infrassom, capaz causar vibrações no corpo humano, provocando perda de sono, falta de ar e, acima de tudo, um pânico indescritível e incontrolável. O terror, amplificado pela escuridão da noite e do barulho do tornado, teria levado os jovens à loucura e à morte.
Teorias à parte, morreram misteriosamente Igor Dyatlov, o líder da expedição, com 23 anos; Zinaida Kolmogorova, 22; Ljudmila Dubinina, de 23 anos, que foi encontrado sem língua; Aleksandr Kolevatov, 24; Rustem Slobodin, 23; Jurij Krivoniščenko, 24; Jurij Dorošenko, 21; Nikolaj Tibo-Brin'ol ', 37; Alexander Zolotarev, que em 2 de fevereiro havia completado 38 anos.

Fonte: