quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Novo estudo revela que a Terra não precisa da Lua

Até agora, a presença da Lua tem sido vista como crucial na criação e manutenção de um ambiente adequado para a evolução da vida na Terra. No entanto, um novo estudo revela que nosso planeta não depende tanto da Lua quanto se pensava.

Lua

Em 1993, o astrônomo francês Jacques Laskar publicou uma série de cálculos que indicam que a gravidade da Lua é vital para estabilizar a inclinação do nosso planeta. Para ele, a obliquidade da Terra, como essa inclinação é tecnicamente conhecida, teria enorme influência no clima, pois faria a Terra "bambolear" ao longo de centenas de milhares de anos, produzindo um clima extremamente variável para o desenvolvimento de vida complexa.
Em seus trabalhos, Laskar afirmava que deveríamos nos sentir com muita sorte por ter uma lua tão grande à nossa volta, já que sua presença age com uma espécie de estabilizador, fixando o eixo de inclinação da Terra e consequentemente impedindo seu bamboleio caótico.
Marte tem dois satélites naturais, Phobos e Deimos, mas são tão pequenos que não conseguem estabilizar o planeta. Assim, a inclinação de Marte oscila caoticamente em escalas de tempo de milhões de anos, com variações que podem chegar a 45 graus.

Formacao da Lua

Desta forma, a hipotética colisão entre a Terra e um protoplaneta do tamanho de Marte, ocorrida há mais de 4.5 bilhões de anos pode ser considerada como um verdadeiro golpe de sorte, pois sem ela não teríamos nossa Lua estabilizadora.

Novos Estudos
Tudo parecia bem com a hipótese de Laskar até que um novo e surpreendente estudo foi divulgado.

Em 2011, o trio de cientistas Jack Lissauer, do Ames Research Center, da Nasa, Jason Barnes, da Universidade de Idaho e John Chambers da Instituição Carnegie fizeram novas simulações e descobriram que a obliquidade da Terra seria a praticamente a mesma sem a presença da Lua.
"Nós estávamos simulando como a obliquidade pode variar para todos os tipos de sistemas planetários e para testar nosso código começamos com integrações na obliquidade de Marte e encontramos resultados semelhantes a outros estudos", disse Lissauer. "No entanto, quando fizemos cálculos com a obliquidade da Terra encontramos variações muito menores do que o esperado, longe de serem tão extremas como os cálculos anteriores sugeriam".
A equipe de Lissauer descobriu que sem a Lua, o eixo de rotação da Terra só iria oscilar em 10 graus a mais do que o ângulo atual de 23,5 graus.
Para a equipe, a razão para tais resultados muito diferentes dos alcançados por Jacques Laskar é simplesmente o atual poder de computação. De acordo com Lissauer, os supercomputadores de hoje são muito mais rápidos e capazes de modelagem muito mais precisa do que os computadores da década de 1990.
Além da diferença na variação do ângulo de inclinação, Lissauer e seus colegas também descobriram que se a Terra estivesse girando mais rápido, com um dia de duração inferior a 10 horas, ou retrógrada de rotação (ou seja, para trás, de modo que o sol nascesse no oeste), a Terra se estabilizaria graças às ressonâncias gravitacionais com outros planetas, mais notavelmente com gigante Júpiter e não haveria necessidade alguma de uma grande lua.
O resultado das descobertas de Lissauer é que a presença de uma lua não é fundamental e um planeta terrestre pode existir sem uma grande lua e ainda assim manter a sua habitabilidade.
"Acho que é um estudo muito bem feito", disse Rory Barnes, ligado à Universidade de Washington e que também estuda o problema da obliquidade dos planetas. "O estudo mostra que a Terra não precisa de uma Lua para ter um clima relativamente estável. Eu não acho que haveria quaisquer consequências terríveis se não tivéssemos uma".
Além da obliquidade, a Lua tem contribuição em outros fatores importantes para a vida, como por exemplo, a formação de piscinas de maré, que podem ter sido o ponto de origem da vida na Terra. No entanto, o Sol também influencia as marés, por isso a falta de uma grande lua não é necessariamente um obstáculo.
Alguns animais também evoluíram com base no ciclo da Lua, mas isso é, segundo Lissauer, mais isso parece mais um acaso do que um componente essencial para a vida.

Vão-se as luas, ficam os aneis...

POR SALVADOR NOGUEIRA

O Universo não é só mais estranho e belo do que imaginamos, mas do que conseguimos imaginar. É a única conclusão possível ao ler sobre o novo trabalho de uma dupla de astrônomos do Observatório de Leiden, na Holanda, e da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. Eles estão estudando um sistema de anéis fora do Sistema Solar que deixa o do nosso glorioso Saturno no chinelo. Para que se tenha ideia do diâmetro do negócio, ele é um pouco maior do que a distância entre a Terra e o Sol.
Concepção artística dos incríveis anéis descobertos ao cruzar à frente da estrela J1407 (Crédito: Ron Miller/Divulgação)
O incrível sistema de anéis descoberto ao cruzar à frente da estrela J1407 (Crédito: Ron Miller/Divulgação)
A descoberta em si foi feita em 2012, por um dos autores do novo trabalho, Eric Mamajek, da Universidade de Rochester. Ele analisava o brilho de uma estrela monitorada pelo projeto SuperWASP, que tem por objetivo descobrir planetas como Júpiter ou Saturno — gigantes gasosos — cruzando à frente de suas estrelas. O trânsito funciona como um minieclipse, reduzindo momentaneamente o brilho do astro central. Mas não foi exatamente isso que a coleta de dados do projeto registrou entre abril e maio de 2007 na estrela 1SWASP J140747.93-394542.6 (não tente decorar esse nome; até mesmo os cientistas usam apenas J1407 após a primeira menção).
O que eles viram foi uma série sequencial de eclipses profundos que durou um total de 56 dias. Nenhum planeta poderia produzir um efeito como esse. Mas uma análise cuidadosa mostraria que esse seria exatamente o resultado observável se um vasto sistema de anéis cruzasse à frente da estrela.
O novo trabalho, aceito para publicação no “Astrophysical Journal”, faz uma modelagem detalhada de como seria esse sistema. Ele teria nada menos que 37 anéis, com um diâmetro total de cerca de 180 milhões de quilômetros, umas 200 vezes maior que o sistema de Saturno. Um jeito bacana de visualizar o tamanho disso é imaginar como o nosso “Senhor dos Anéis” seria visto da Terra, a olho nu, se tivesse todas essas joias. E aqui está o resultado.
Se Saturno tivesse anéis assim, veríamos isso em Leiden, na Holanda (Crédito: Matthew Kenworthy/Divulgação)
Se Saturno tivesse anéis assim, veríamos isso em Leiden, na Holanda (Crédito: Matthew Kenworthy/Divulgação)
O que dizer do astro central desse sistema de anéis? Esse é um problema bem mais difícil, porque esse objeto em si não passou à frente de sua estrela. Mamajek e seu colega Matthew Kenworthy, do Observatório de Leiden, fizeram o máximo possível para tentar estimar a massa dele, mas a única coisa que se pode afirmar é que ele deve ser ou um planeta gigante ou uma anã marrom (objeto de porte intermediário entre estrelas e planetas).
AS INCERTEZAS
O mais provável é que esse mundo, batizado de J1407b, esteja numa órbita elíptica bem achatada em torno de sua estrela-mãe, em si muito parecida com o nosso Sol, mas bem mais jovem que ele (16 milhões de anos, contra 4,6 bilhões de anos). Se isso estiver certo, ele completa uma volta em torno da estrela num período mínimo de 10 anos (e o mais provável, segundo os pesquisadores, seria 13,3 anos).

Contudo, como somente uma passagem foi observada, há ainda muita incerteza sobre isso. Existe até mesmo a possibilidade — muito pequena, é verdade — de que o trânsito tenha sido apenas uma curiosa coincidência, e o mundo dos anéis gigantes nem esteja de fato em órbita de J1407.
O único meio de testar é esperar o próximo trânsito. Como o primeiro aconteceu em 2007, e a órbita mínima seria de dez anos, podemos começar a esperar por ele a partir de 2017. (Pelo sim, pelo não, o monitoramento já começou.)
A única certeza até agora é a de que o sistema de anéis gigantesco existe mesmo, nesse estranho objeto localizado a 433 anos-luz de distância. E, a exemplo do que acontece nos anéis de Saturno, há um “vão” maior, que os cientistas atribuem à formação de uma lua quase do tamanho da nossa Terra. Ela completaria uma volta em torno de J1407b a cada dois anos terrestres.
Os pesquisadores acreditam que esses anéis gigantescos sejam temporários, parte do processo que leva ao surgimento de luas em torno de planetas gigantes. É bem possível que os mundos gasosos do nosso Sistema Solar também tenham tido essas estruturas no passado remoto. Hoje, 4,6 bilhões de anos depois, sabemos que Júpiter, Saturno, Urano e Netuno têm anéis. Mas o único sistema realmente notável é o saturnino.
Tão incríveis quanto as maravilhas do Universo são os esforços detetivescos dos astrônomos para decifrá-los, observando de um pequeno e obscuro canto de uma galáxia espiral comum, em meio à inimaginável vastidão do cosmos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Nosso Sol anda muito calmo ultimamente. Até quando?

Quem acompanha a atividade solar já percebeu que já faz algum tempo que nossa estrela não apresenta grandes explosões. Será que essa calma é apenas momentânea ou seria o prenúncio de um declínio da atividade solar?

Atividade Solar caindo


Para quem não sabe, a cada 11 anos o Sol passa por momentos alternados de alta e baixa atividade eletromagnética, conhecidos por mínimos e máximos solares. Esse período é chamado de ciclo solar ou de Schwabe e desde que as observações começaram a ser feitas já foram contados 24 ciclos até o ano de 2015.
Durante o máximo solar, grandes manchas e intensas explosões ocorrem quase diariamente. As auroras surgem nas latitudes médias e violentas tempestades de radiação podem danificar as redes de distribuição de energia e os satélites na orbita da Terra.
No Mínimo Solar ocorre o contrário. Quase não existem flares e semanas podem passar sem que uma única mancha quebre a monotonia branca do disco solar.
Ao que tudo indica, o ápice do atual Ciclo Solar 24 ocorreu entre setembro e dezembro de 2014, o que significa que a atividade Sol está na fase de declínio, o que explicaria a diminuição das manchas observadas na fotosfera solar e as poucas ejeções de massa coronal, CME, observadas nos últimos meses.
A última vez que passamos por um período semelhante foi em 2002, quando o intenso ciclo solar 23 entrou em queda, após um período de severas ejeções de massa coronal e poderosas tempestades geomagnéticas. Ao final de 2009 o Ciclo 23 atingiu o nível mínimo, abrindo as portas para o atual Ciclo 24, que agora também começa a declinar.
Os estudos modernos da atividade solar são relativamente recentes e não existem séries históricas muito longas que permitam prever a atividade do Sol baseado em seu comportamento passado. O próprio ciclo de 11 anos não é tão preciso e alguns períodos levaram mais ou menos tempo para serem completados.

Grafico do Ciclo Solar

Entre 2008 e 2009, por exemplo, as erupções solares praticamente cessaram e o mínimo solar foi considerado o mais longo e profundo em um século. O sol ficou tanto tempo sem atividades intensas que até os especialistas se perguntavam quando o máximo solar voltaria.
O fato é que desde 2002, a atividade solar vem apresentando queda sistemática. Em 2014, o número máximo de grupos solares observados foi 75% menor que o observado em 2001.


Enfraquecido, mas extremamente perigoso
Embora o atual ciclo solar 24 esteja em declínio, isso não significa que não teremos mais explosões solares. Muito pelo contrário.

De acordo com Doug Bieseker, do Centro de Previsão do Tempo de Clima Espacial, SWPC, da NOAA, a maioria dos grandes eventos, tais como erupções fortes e tempestades geomagnéticas significativas ocorrem tipicamente na fase de declínio dos ciclos solares, mesmo os mais fracos.


Inverno Implacável
O mínimo mais longo da história, o Mínimo de Maunder, ocorreu entre 1645 e 1715 e durou incríveis 70 anos. Manchas solares eram extremamente raras e o ciclo solar de 11 anos parecia ter se rompido. Esse período de silêncio coincidiu com a "pequena Era do Gelo" uma série de invernos implacáveis que atingiu o hemisfério Norte.

Por razões ainda não compreendidas, o ciclo de manchas solares se normalizou no século 18, voltando ao período de 11 anos. Como os cientistas ainda não compreendem o que disparou o Mínimo de Maunder e como pode ter influenciado o clima na Terra, a busca por sinais de que possa ocorrer de novo é um trabalho constante nas pesquisas.


Artes: no topo, o Sol registrado em ultravioleta extremo na manhã de 26 de janeiro de 2015 pelo satélite SDO, da NASA. Acima, gráfico mostra o ciclo da atividade solar nos últimos 15 anos e a previsão até o final da década. Créditos: NASA/SDO, NOAA/SWPC, Apolo11.com.

Veloz, furioso e com uma lua

POR SALVADOR NOGUEIRA

Lembra aquele asteroide que ia passar de raspão pela Terra? Pois é, ele passou ontem e se manteve a uma distância segura do nosso planeta, como já era esperado. O que não se esperava foi a descoberta feita durante a passagem: o asteroide tem sua própria lua!
Imagem de radar revela forma do asteroide 2004 BL86 e sua lua (Crédito: Nasa)
Imagem de radar revela forma do asteroide 2004 BL86 e sua lua (Crédito: Nasa)
O bólido celeste, conhecido pelo pouco atraente código 2004 BL86, revelou suas formas com detalhes surpreendentes após observações de radar feitas pela Nasa com sua antena de 70 metros instalada em Goldstone, na Califórnia. Graças a ela, foi possível estimar com razoável precisão o tamanho do objeto (325 metros, contra 500 da estimativa inicial) e descobrir uma lua de cerca de 70 metros orbitando ao redor dele. Não é incrível?
Além disso, foi possível estudar outros parâmetros interessantes, como sua rotação, seu formato e algumas características mais grosseiras de sua superfície. Tudo isso a uma distância de 1,2 milhão de quilômetros, cerca de três vezes a separação entre a Terra e a Lua. A aproximação máxima entre o pedregulho e nosso planeta aconteceu ontem às 14h19 (horário de Brasília). Quem soube para onde olhar e tinha um binóculo na madrugada de hoje pôde até observá-lo (mas, mesmo para esses mais antenados, ele não passou de um simples ponto de luz, claro).
Caso tivesse colidido com a Terra, o 2004 BL86 poderia ter causado uma grande tragédia. Para que se tenha uma ideia, ele é cerca de 15 vezes maior que o bólido que caiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, ferindo cerca de 1.500 pessoas.
BINÁRIO
Embora os cientistas não esperassem encontrar uma lua em torno do 2004 BL86, não se trata de uma ocorrência inédita. Na verdade, estima-se que cerca de 16% dos asteroides com mais de 200 metros sejam binários, ou seja, compostos por dois corpos distintos. Em alguns casos, já foram observados até sistemas trinários.

As observações feitas por radar atingiram uma resolução de quatro metros por pixel, o que chega a impressionar, considerando a distância de 1,2 milhão de km. Se passasse mais perto, poderíamos ter aprendido ainda mais. Não sei quanto a vocês, mas o Mensageiro Sideral, nesses casos, fica bem mais satisfeito com uma olhada meio de longe mesmo.
O perigo dos asteroides é inegável. É um daqueles famosos eventos de “probabilidade baixíssima, mas enormes consequências”. Algo como ganhar na Mega-Sena. Só que ao contrário. Com o agravante de que, no caso em questão, não podemos simplesmente optar por não jogar.
Felizmente, temos em nosso favor a inteligência. A cada “quase” desses, aprendemos mais sobre a natureza, a composição e a estrutura desses objetos. E, claro, temos diversas espaçonaves não-tripuladas que têm encontros marcados com bólidos similares, a fim de estudá-los. A Nasa está planejando a missão OSIRIS-REx, com lançamento marcado para 2016, cujo objetivo é visitar um asteroide e trazer amostras dele. Procedimento similar já foi feito pela incrível missão japonesa Hayabusa, que em 2010 trouxe de volta à Terra preciosas amostras do asteroide Itokawa. E sua sucessora, a Hayabusa2, já está no espaço, para repetir a dose e retornar ao seu planeta de origem em 2020.
Com o contínuo desenvolvimento das tecnologias espaciais, não parece haver nada impossível no futuro desenvolvimento de um sistema de proteção planetário. A engrenagem básica, na verdade, já está em funcionamento — é o esforço preventivo de identificar e monitorar esses objetos, conforme avançam em suas órbitas em torno do Sol. Por exemplo: já sabemos que temos um próximo “encontro” marcado para daqui a 12 anos. Em 7 de agosto de 2027, o asteroide 1999 AN10, de porte similar, passará a meros 390 mil km da Terra — praticamente a mesma distância que guardamos da Lua. Esperemos que, a exemplo do 2004 BL86, ele só traga boas surpresas.

Hercólubus Nibiru Planeta X - po. porque esconder tamanho planeta?

O FIM ESTÁ PRÓXIMO: "RELÓGIO DO ‪#‎APOCALIPSE‬" É ADIANTADO PARA 23H57MIN


O fim do mundo está próximo! A depender do alerta emitido na última quinta-feira pelo Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, na sigla em inglês) ao adiantar em dois minutos o “Relógio do Apocalipse”, que agora marca três para meia-noite, vivemos uma situação tão perigosa quanto a da Guerra Fria. A última vez em que a situação esteve tão crítica foi em 1984, num momento em que o recrudescimento das hostilidades entre os EUA e a então União Soviética ameaçavam a humanidade com uma guerra nuclear. Desta vez, a principal ameaça vem do clima.

— Isto é sobre o fim da civilização como nós a conhecemos — disse Kennette Benedict, diretora-executiva do BAS. — A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos são urgentes. As condições são tão ameaçadoras que estamos adiantando o relógio em dois minutos. Agora faltam três para a meia-noite.
A emissão de dióxido de carbono e outros gases está transformando o clima do planeta de forma perigosa, alertou Kennette, o que deixa milhões de pessoas vulneráveis ao aumento do nível do mar e a tragédias climáticas. Em comunicado, o BAS faz duras críticas aos líderes globais, que “falharam em agir na velocidade ou escala requerida para proteger os cidadãos de uma potencial catástrofe”.
O consultor e ambientalista Fabio Feldmann considera o alerta “bastante razoável” e destaca a falta de mobilização de governos e sociedades como o principal entrave.
— Se há um ano eu falasse sobre os riscos da crise hídrica em São Paulo, seria tachado de apocalíptico, mas veja a situação agora — disse Feldmann. — A realidade está superando as previsões científicas, mas não está colocando o tema na agenda. Esse é o drama.
ARMAS NUCLEARES AINDA ASSUSTAM
Além da questão climática, o BAS alerta sobre a modernização dos arsenais nucleares, principalmente nos EUA e na Rússia, quando o movimento ideal seria o de redução no número de ogivas. Estimativas mostram a existência de 16.300 armas atômicas no mundo, sendo que apenas cem seriam suficientes para causar danos de longo prazo na atmosfera do planeta.
“O processo de desarmamento chegou a um impasse, com os EUA e a Rússia aplicando programas de modernização das ogivas — minando os tratados de armas nucleares — e outros detentores se unindo nesta loucura cara e perigosa”, informou o BAS.
A organização pede que lideranças globais assumam o compromisso de limitar o aquecimento global a dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e de reduzir os gastos com armamentos nucleares.
— Não estamos dizendo que é muito tarde, mas a janela para ações está se fechando rapidamente — alertou Kennette. — O mundo precisa acordar da atual letargia. acreditamos que adiantar o relógio pode inspirar mudanças que ajudem nesse processo.
O BAS foi fundado em 1945 por cientistas da Universidade de Chicago (EUA) que participaram no desenvolvimento da primeira arma atômica, dentro do Projeto Manhattan. Dois anos depois, eles decidiram criar a iniciativa do relógio, para “prever” quão perto a humanidade estaria da aniquilação. Na época, a principal preocupação era com o holocausto nuclear, mas, a partir de 2007, a questão climática passou a ser considerada pelo grupo. As decisões de ajustar ou não o relógio são tomadas com base em consultas a especialistas, incluindo 18 vencedores do Prêmio Nobel.
Desde a criação, o “Relógio do Apocalipse” foi ajustado apenas 22 vezes. O momento mais crítico aconteceu em 1953, com o horário marcando 23h58m, por causa dos testes soviéticos e americanos com a bomba de hidrogênio. A assinatura do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, em 1991, fez o relógio marcar 17 minutos para a meia-noite, a situação mais confortável até hoje.
O último ajuste do relógio aconteceu em 2012, para 23h55m, com o BAS alertando sobre os riscos do uso de armas nucleares nos conflitos do Oriente Médio e o aumento na incidência de tragédias naturais.
Fonte: mistérios mundiais

As diversas profecias

Muito se tem dito das profecias maias e o fim do mundo que assinalam o final da nossa civilização para o último mês de 2012. Se tem falado também extensamente de outras profecias do fim, como as de Nostradamus ou as do Apocalipse de São João.
A grande maioria destas predições nos alerta de grandes catástrofes na Terra, tais como uma iminente mudança no eixo de nosso planeta, o consequente degelo dos polos e o desaparecimento de grandes regiões de terra firme devido a fortes terremotos e tsunamis.
Algumas profecias falam concretamente da aproximação de um planeta que nos visita de forma periódica. Este planeta já estaria ao alcance dos telescópios e seu tamanho seria de umas seis vezes maior que Júpiter. Ele é conhecido em muitas tradições, profecias e livros sagrados, com diferentes nomes como: Planeta XNibiruBaalWormwoodAjenjoHercólubusMardukNemesisA Besta,Planeta VermelhoPlaneta FrioBarnard IPlaneta 12, e outros mais.

Profecias antigas

Em todos os rincões do mundo encontramos tradições e relatos proféticos, todos eles com uma grande semelhança e que fazem referência aos tempos finais.
Ao longo da história inúmeros sábios, profetas e mestres espirituais têm assinalado como será o fim de nossa civilização.
Uma das mais antigas profecias conhecidas está na Grande Pirâmide do Egito. Nela estão escritos muitos acontecimentos estelares que se vem cumprindo desde a sua construção. Segundo a Grande Pirâmide, o fim de nossa era acontecerá em uma data entre 2001 e 2030.
De acordo com o calendário e as profecias maias, as piores catástrofes acontecerão a partir de 2012. O calendário maia termina na data equivalente a 21 de dezembro de 2012 do nosso calendário atual. Os maias profetizaram alguns dos problemas que estamos enfrentando hoje em dia: aumento da temperatura do planeta, derretimento dos polos, agravamento da falta de alimentos e água, entre outros.
Bíblia cristã tem em seu último livro uma grande obra profética, o Apocalipse de São João. Nele se descreve o final dos tempos, o Armagedon, de forma direta e terrível. Segundo este livro, os tempos do fim verão a chegada do Anticristo, que representa o materialismo, o intelectualismo desprovido de espiritualidade, e como consequência da maldade e a degeneração extrema. Muitos interpretam que estes tempos já chegaram.
Da mesma forma, o Alcorão, o grande livro do Islamismo, adverte sobre a vinda do falso messias Al-Dajjah no fim dos tempos. Esta época virá assinalada por um alto materialismo e por uma completa falta de espiritualidade.
Na idade média, o grande vidente e astrólogo Nostradamusalertou em suas centúrias do grande Rei do terror que vem do céu. Muitos de seus estudiosos interpretam que se refere a um grande corpo celeste que alterará de forma dramática o nosso planeta.

Profecias mais atuais

Durante os séculos XX e XXI, pessoas com consciência ou com capacidades intuitivas têm alertado sobre o advento de catástrofes planetárias e do fim da nossa civilização.
Podemos recordar de Carlos Muñoz Ferrada, que além de predizer com exatidão numerosos terremotos na América do Sul, avisou em 1999 sobre a futura chegada do grande “Planeta-Cometa”.
Benjamín Solari Parravicini, o grande profeta argentino que se tem apelidado de “Nostradamus da América do Sul”, escreveu faz algumas décadas: “Chegará a hora das horas, e em sua obscuridade receberá o choque de um grande planeta. Assim a terra se transtornará. Tudo cairá”.
Alois Irlmaier, o visionário alemão da primeira metade do século XX advertiu sobre uma grande guerra que acabará com grande parte da humanidade, depois da qual haverá uma época de bênção e bem-aventurança.
Edgar Cayce, um dos psíquicos mais célebres dos Estados Unidos, advertiu sobre as mudanças no eixo terrestre, afundamento de países, degelo dos polos, desaparecimento de grandes cidades por fortes terremotos, e tudo isso para dar lugar a uma nova era de paz. Cayce situou estes acontecimentos para depois do ano 2000.
Menção muito especial merece Samael Aun Weor, o grande mestre gnóstico, que realizou numerosas conferências no México na década de 70. Ele falou de Hercólubus e explicou que nos tempos do fim este planeta se aproximaria do nosso exercendo uma grande força eletromagnética que desestabilizaria a crosta terrestre, dando lugar a grandes terremotos, maremotos, erupções vulcânicas e desastres naturais. Este planeta já chegou a nosso sistema solar em ocasiões anteriores para desencadear cataclismos que fizeram desaparecer as civilizações da Lemúria e da Atlântida. Agora chegaria para terminar com a nossa civilização e assim dar lugar a uma nova era.

O que podemos fazer?

Ante as profecias que parecem assinalar que nos encontramos muito próximos dos tempos do fim, não podemos deixar de nos perguntar:
O que há de certo em tudo isso?
Há que tomar as profecias e suas datas de forma literal ou como um dado simbólico que nos alerta para uma mudança de era?
Podemos afirmar que o fim do mundo está próximo?
E se for correto que nos esperam grandes catástrofes que implicariam praticamente no final da nossa civilização... Há algo que podemos fazer para mudar o rumo destes eventos ou sobreviver ao desastre?

A grande mudança: Despertar Consciência

Seja ou não no ano de 2012 o início do final dos tempos, há sinais suficientes para pensar que se não modificarmos a nossa forma de agir como seres humanos, nossa civilização seguirá enfrentando gravíssimos problemas sociais, econômicos e ambientais. Se não corrigirmos a tempo, as profecias se converterão em realidade e nosso destino como humanidade será o fracasso como civilização, e também nosso desaparecimento. A única saída consiste em despertar consciência.
Despertar consciência significa eliminar de nosso interior todos os vícios, defeitos e maldades que impedem que brilhe a luz, o amor e a sabedoria em nós.
É hora de despertar, é necessário transformar-se porque são inumeráveis as profecias que assinalam que o tempo da destruição está muito próximo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Médicos extraem objetos estranhos de pessoas que dizem ter sido abduzidas. Conheça alguns casos

O médico Roger Leir, especialista em podologia, afirmou ter realizado 17 intervenções cirúrgicas nas quais extraiu objetos estranhos, que poderiam ser implantes alienígenas. As pequenas incrustações eram magnéticas, e algumas tinham uma frequência muito alta para sua dimensão. Outros objetos examinados possuíam fragmentos de metais próprios de meteoritos: gálio, germânio, platina, rutênio, ródio e irídio.
O doutor em química e física Alex Mosier examinou as amostras com Leir e afirmou ter encontrado fibras muito similares aos nanotubos de carbono, o que sugere que os fragmentos foram desenhados ou fabricados. Ele explica que “essas coisas não poderiam ser encontradas na natureza. Teriam que ser processadas, requerem uma engenharia complexa e não são fáceis de fabricar”. De acordo com Leir, as pessoas das quais esses objetos foram extraídos não possuíam cicatrizes visíveis nem sinais de inflamação, apesar de os raios x mostrarem a incrustação.
Leir faleceu em 14 de março do ano passado, o que interrompeu o aprofundamento de seus estudos. No entanto, embora haja um ceticismo evidente acerca de suas afirmações, muitos acreditam que essa é a prova mais evidente de inteligência extraterrestre já apresentada.


Veja as estranhas fotos de alienígenas encotradas na Deep Web



A deep web ainda é um mistério para a maioria das pessoas. Nem todo mundo que acessa conteúdo ou faz buscas na internet tem ideia do que há na parte mais profunda e escondida da rede mundial de computadores. Fazendo uma analogia, quem navega na internet “normal” está somente na superfície de uma ilha no meio do mar. A deep web seria tudo o que está neste vasto e escuro oceano. Quem já esteve por lá, afirma que ali tem de tudo e mais um pouco, o melhor e o pior do ser humano, além de muita coisa sobre extraterrestres e especulações em torno da existência de seres que desconhecemos.
Abaixo selecionamos algumas fotos da deep web de supostos alienígenas. As imagens, praticamente, têm a sua origem revelada, mas, a partir delas, a pergunta é: será que podemos acreditar na existência de vida fora da Terra? Como já perguntava o astrônomo e escritor Carl Sagan: “O que é mais assustador? A idéia de extraterrestres em mundos estranhos, ou a ideia de que, em todo este imenso universo, nós estamos sozinhos?"


Fonte:  Necro Dark

sem chances de impacto

Atenção - No próximo dia 26 de janeiro teremos a aproximação máxima do asteroide 2004 BL86, que tem cerca de 700 metros de comprimento e massa de 493 milhões de toneladas. Essa será a maior aproximação de um asteroide com essas dimensões até o ano de 2027.
O asteroide passará a cerca de 3.1 LD da Terra (3.1 vezes a distância da Terra à Lua) e não há qualquer chance de impacto. Viajando a 15,6 km/s, se atingisse a Terra o objeto liberaria energia equivalente a 13 milhões de toneladas de TNT, o mesmo que 650 bombas atômicas similares a que destruiu Hiroshima em 1945.
Durante a máxima aproximação, 2004 BL86 poderá ser visto por astrônomos amadores através de pequenos telescópios.





Via Láctea pode ser buraco de minhoca para viagens no tempo

 Cientista diz que, em teoria, túnel galático seria 'navegável'  (Foto: Paolo Salucci)
(Foto: Paolo Salucci)

Nossa galáxia pode ser, em teoria, um grande túnel semelhante a um buraco de minhoca (ou túnel de viagens no espaço e no tempo), possivelmente "estável e navegável" e, portanto, "um sistema de transporte galático". É o que sugere um artigo publicado no periódico Annals of Physics.
O estudo - que, ressaltam os cientistas, ainda é uma hipótese - é resultado de uma colaboração entre pesquisadores italianos, americanos e indianos.
Para chegar a essas conclusões, os estudiosos combinaram equações da teoria da relatividade geral, desenvolvida por Albert Einstein, com um mapa detalhado da distribuição de matéria escura (que representa a maior parte da matéria existente no Universo) na Via Láctea.
"Se unirmos o mapa da matéria escura na Via Láctea com o modelo mais recente do Big Bang para explicar o Universo e teorizarmos a existência de túneis de espaço-tempo, o que obtemos é (a teoria) de que nossa galáxia pode realmente conter um desses túneis e ele pode ser do mesmo tamanho da própria galáxia", disse Paolo Salucci, um dos autores do estudo e astrofísico da Escola Internacional de Estudos Avançados de Trieste (Sissa, na sigla em italiano).
"Poderíamos até viajar por esse túnel, já que, com base em cálculos, ele seria navegável. Assim como o visto recentemente no filme Interestelar."
Ainda que túneis desse tipo tenham ganhado popularidade recentemente com o filme de ficção científica, eles já chamam a atenção de astrofísicos há muito tempo, explica comunicado do Sissa.
Salucci afirmou não ser possível dizer com absoluta certeza que a Via Láctea é igual a um buraco de minhoca, "mas simplesmente que, segundo modelos teóricos, essa hipótese é possível".
O cientista explicou que, em teoria, seria possível comprovar essa hipótese fazendo uma comparação entre duas galáxias - aquela à qual pertencemos e outra parecida. "Mas ainda estamos muito longe de qualquer possibilidade real de fazer tal comparação."
Matéria escura
Estudos prévios já haviam demonstrado a possível existência desses buracos de minhoca em outras regiões galáticas. Segundo o estudo do Sissa, os resultados obtidos agora "são um importante complemento aos resultados prévios, confirmando a possível existência dos buracos de minhoca na maioria das galáxias espirais".

O estudo também reflete sobre a matéria escura, um dos grandes mistérios da astrofísica moderna. Essa matéria não pode ser vista diretamente com telescópios; tampouco emite ou absorve luz ou radiação eletromagnética em níveis significativos. Mas a misteriosa substância compõe 85% do universo.
Salucci lembra que há tempos os cientistas tentam explicar a matéria escura por meio de hipóteses sobre a existência de uma partícula específica, o neutralino - o qual, porém, nunca foi identificado pelo CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, que pesquisa o Bóson de Higgs, a chamada "partícula de Deus") ou observado no Universo. Mas há teorias alternativas que não se baseiam nessa partícula.
"Talvez a matéria escura seja uma 'outra dimensão', talvez um grande sistema de transporte galático. Em todo o caso, realmente precisamos começar a nos perguntar o que ela é."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Sistema Solar pode ter dois planetas a mais além da órbita de Plutão


Estudo chegou a conclusão ao observar órbita de objetos transnetunianos.
Ainda não há evidências diretas de que planetas existam de fato.

  Pelo menos dois planetas desconhecidos podem existir em nosso sistema solar além de Plutão (Foto: Nasa/JPL-Caltech)



É possível que o Sistema Solar tenha, pelo menos, mais dois planetas esperando para ser descobertos, além da órbita de Plutão, anunciaram astrônomos britânicos e espanhóis nesta segunda-feira (19).
A lista oficial de planetas do nosso sistema solar inclui oito corpos solares, entre os quais o gigante gasoso Netuno é o mais afastado.
Para além da órbita de Netuno, Plutão foi relegado ao status de "planeta anão" pela União Astronômica Internacional em 2006, embora seja considerado por alguns o planeta mais distante do sol.
Em um estudo publicado na última edição do periódico mensal "Monthly Notices", da Sociedade Astronômica Real, cientistas propõem que há "pelo menos" dois planetas além de Plutão.
Objetos transnetunianos
Seus cálculos se baseiam no comportamento orbital incomum de rochas espaciais muito distantes, denominados objetos transnetunianos, ou Etnos, na sigla em inglês.

Em teoria, os Etnos deveriam estar dispersos em uma faixa de cerca de 150 Unidades Astronômicas (UA) do Sol. Uma UA corresponde ao espaço entre a Terra e o Sol: quase 150 milhões de quilômetros. Os Etnos também deveriam estar, mais ou menos, no mesmo plano orbital que os planetas do Sistema Solar.
Mas observações de cerca de uma dúzia de Etnos sugeriram uma imagem bem diferente, segundo o estudo. Se a pesquisa estiver correta, os cientistas deduzem que os Etnos se dispersaram muito mais amplamente, entre 150 e 525 UA, com uma inclinação orbital de cerca de 20 graus.
Para explicar esta anormalidade, o estudo sugere que alguns objetos muito grandes, como planetas, devem estar nos arredores e sua força gravitacional está influenciando os Etnos, muito menores, ao redor.
'Forças invisíveis'
"Este excesso de objetos com inesperados parâmetros orbitais nos leva a crer que algumas forças invisíveis estão alterando a distribuição" de Etnos, disse Carlos de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madri.

"O número exato é incerto, uma vez que os dados que temos são limitados, mas nossos cálculos sugerem que há pelo menos dois planetas e, provavelmente, mais, nos confins do nosso Sistema Solar", noticiou a agência de notícias científicas espanhola Sinc, citando o cientista.
"Se isto se confirmar, nossos resultados podem ser realmente revolucionários para a astronomia", concluiu. Até agora, não há evidências diretas que sustentem esta teoria.
Da France Presse


Histórico: Bramon calcula orbita e localiza meteorito em São Paulo

Um grupo de pesquisadores acaba de realizar um feito inédito no Brasil. A partir de relatos de testemunhas e de uma imagem de radar meteorológico, cientistas brasileiros calcularam a orbita de um meteoro e localizaram a rocha no lugar previsto.
Meteorito Porangaba

Na tarde de 09 de janeiro 2015, uma grande bola de fogo vinda do espaço foi vista cruzando o céu de diversas cidades do Estado de São Paulo. Logo em seguida, um violento estrondo provocado pela onda de choque também foi ouvido por centenas de pessoas, sem que soubessem exatamente do que se tratava.
A explosão deixou uma espécie de rastro de fumaça, que se manteve visível por vários minutos sobre algumas regiões do interior paulista.

Primeiros Relatos
Neste dia, a BRAMON, Rede Brasileira de Observadores de Meteoros e o Apolo11.com receberam diversos relatos sobre a bola de fogo, mas como sempre acontece nestas ocasiões, as informações eram bastante confusas e contraditórias, mas pelas descrições, não havia dúvida de que se tratava da entrada de um meteoro na atmosfera.

O evento poderia ter ficado apenas na curiosidade, mas a grande quantidade de avistamentos fez o pesquisador Carlos Eduardo Augusto de Pietro, ligado à Bramon, plotar sobre um mapa as observações mais críticas, que permitissem a ele traçar a possível rota e talvez um polígono da queda.
Meteorito Porangaba - mapa


Além das observações visuais filtradas, Di Pietro também pesquisou dados meteorológicos, imagens de satélites e diversos frames do radar de Bauru, no interior de São Paulo, conseguindo reduzir bastante o local de busca, apontado como uma pequena propriedade na cidade paulista de Porangaba.


Em Busca da Rocha
Uma semana após o evento, no dia 16 de janeiro, o pesquisador da BRAMON Renato Cassio Poltronieri, ligado ao Clube de Astronomia de Nhandeara, seguiu rumo ao possível local de queda e encontrou na cidade - não por coincidência - a pesquisadora Maria Elizabeth Zucoloto, uma das maiores autoridades brasileiras sobre meteoritos.

Meteorito Porangaba - Cratera

Zucoloto estava em Porangaba a pedido do dono sítio, pois o caseiro que estava sentado na varanda escutou uma estranha explosão e notou que algo tinha caído no chão, a cerca de 15 metros de distância. Alguns instantes depois ouviu um novo impacto, mas bem mais longe.
Ao vasculhar a área, o caseiro Júlio encontrou o meteorito caído na terra, a cerca de 25 centímetros de profundidade.
Ao chegarem ao sítio, Poltronieri e Zucolloto mostraram ao dono da propriedade o mapa com a possível localização da rocha, que ficou espantado com a precisão calculada. O local era a poucos metros do ponto do impacto.
Meteorito Porangaba - Renato Cassio

As primeiras análises revelaram que o meteorito é um condrito com cerca de 6 centímetros de comprimento e aproximadamente 4.56 bilhões de anos, ou seja, um remanescente dos primeiros momentos da formação do Sistema Solar.

Histórico
Segundo Poltronieri, esse é o 4º meteorito encontrado no Estado de São Paulo, que receberá o nome de Porangaba em homenagem à cidade onde foi encontrado.

"Isso é histórico. Todos aqueles que amam a ciência sabem da importância destes achados. Sua trajetória foi mapeada pela Bramon mesmo sem termos visto ou registrado o evento através da nossa rede, apenas por relatos de pessoas que enviaram as noticias e dados ao amigo Carlos Di Pietro", disse Poltronieri, emocionado.
Agora, uma nova equipe da BRAMON deverá visitar o sítio ainda nesta semana e tentar localizar a segunda rocha que caiu nas proximidades.
Parabéns à BRAMON!