segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A política entre a utopia e a realidade


FONTE : Leonardo Boff


Antes de abordarmos, suscintamente, a questão complexa da política faz-se mister distinguir, como já fizemos em artigo anterior, a política com P maiúsculo que é a busca comum do bem comum. Dela todos os cidadãos participam. Existe ainda a política com p minúsculo que consiste na política partidária, que como a palavra sugere, é parte e não o todo. São os agrupamentos políticos com ideologia e projeto (é o que mais nos falta no Brasil) que buscam o poder de estado para a partir dele e de seus aparelhos governar o município,os estados e a federação.

Importa ainda conscientizar o fato de que a política mais que qualquer outra realidade, participa da ambiguidade inerente à condição humana que nos faz simultaneamente dementes e sapientes, sim-bólicos e dia-bólicos, numa palavra, nos revela intrincadas de contradições. Por isso, por um lado, dizem os Papas a política é a mais alta forma do amor e, por outro, contém deformações lamentáveis como o patrimonialismo e a corrupção. Rubem Alves deixou escrito: “a política comomissão é atividade das mais nobres; como profissão é a mais vil”. Dai viver a política em permanente crise. A nossa é de baixa intensidade, pois o povo não se sente representados pelos parlamentares, muitos deles vivendo de negociatas e de aproveitamento dos bens públicos. Mas ela pode sempre melhorar e transformar-se, segundo o ideario dos mestres Norberto Bobbio e Boaventura de Souza Santos, num valor universal a ser vivido em todas as instâncias, da família, dos sindicatos até no centro do poder do estado. O ideal é que cheguemos a uma democracia sem fim, um projeto sempre inacabado porque sempre perfectível.

Não secundamos um pragmatismo preguiçoso, sem sonhos e destituído de vontade de aperfeiçoamento. Infelizmente, esta é a tendência dominante, particularmente, no quadro da pós-modernidade para a qual qualquer coisa vale (anything goes) ou só vale o que está na moda. E está contaminando os jovens que se sentem desiudidos com a política.

Entretanto, uma pessoa ou uma sociedade que já não sonha e que não se orienta por utopias, escolheu o caminhou de sua decadência e de seu desaparecimento. Sem utopia não se alimenta a esperança. Sem esperança não há mais razões para viver e o desfecho fatal é a auto-diluição. A utopia desempenha função insubstituível, pois ela relativiza as realizações históricas concretas e mantém o processo sempre aberto a novas incorporações. Numa palavra, a utopia nos fazer andar. Jamais alcançaremos as estrelas. Mas que seriam nossas noites sem elas? São elas que espantam os fantasmas da escuridão e nos enchem de reverência face à majestade de um céu estrelado. Porque temos estrelas, não tememos a escuridão.

Precisamos, portanto, de uma utopia para a política, para que desempenhe a função pela qual existe: organizar a sociedade, montar um Estado, distribuir os poderes e realizar a busca comum do bem comum para todos, sem privilégios e discriminações. Isso vale tanto para a Política em P maiúsculo quanto a políitica em p minúsculo. Ambas precisam incorporar a ética do bem comum, da responsabilidade coletiva, da transparência e da retidão em todos os negócios onde estão envolvidos os poderes públicos sempre contra a corrupção.

Quando confrontamos a política realmente existente e a utopia da política notamos imensas contradições. Há um constrangimento poderoso que pesa sobre a política: o fato de a política hoje estar submetida à economia e ao mercado que se regem por uma feroz competição deixando totalmente à margem a cooperação e os valores da cooperação, fundamentais para uma convivência civilizada. Isso faz com que os valores não materiais, ligados à justiça social, à gratuidade, ao cuidado, à solidariedade, ao trato humano com as pessoas, à liberdade de expressão ocupam um lugar irrelevante quando não são feitos também mercadorias, colocadas na banca do mercado e exploradas por conhecidos populistas ou por todo um mercado de literatura de auto-ajuda que mais ilude que ilumina.

Ora, destes valores altamente positivos vive fundamenalmente a política que se entende como prática da ética social. Não é suficiente a denúncia das diferentes corrupções, deixando-as impunes.Importa  apresentar formas alternativas e legais de realizar os projetos políticos. Facilmente caímos no moralismo como se somente com a moral se resolvem todos os problemas

A Igreja Católica ajuda a criar uma ética pessoal, de retidão e integridade. Há políticos que incorporam esta ética (ética na política). Mas ela não elaborou suficientemente uma ética social e política que trabalha as instituições, os braços longos do poder que devem ser transparentes e um serviço público (ética da política). É nesse campo que ocorrem as perversões da política.

Especialmente grave é o financiamento privado das eleições que se traduz por troca de favores e implica alta corrupção.

No Brasil com tradição patrimonialista, quer dizer, o político facilmente considera seu o bem público e se apropia dele sem maiores escrúpulos. É roubo do pão que falta na mesa do pobre, é livro que o estudante não tem, é remédio inacessível ao enfermo necessitado.

A desejada reforma política que deve ser feita sem tardança reintroduziria a ética na política pois para Aristóteles, o fundador do discurso político,  política e ética eram ainda sinônimos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Brasília não permite destruição do último drive-in do Brasil

Postado por Simone de Moraes 16:46:00 24/09/2014 

Reprodução

Um cinema ao ar livre, criado há mais de 40 anos e um dos últimos estabelecimentos do tipo na América Latina,virou tema de debate por causa da Fórmula Indy em Brasília. A cidade receberá uma etapa da categoria pela primeira vez em março de 2015, mas a corrida mobilizou a população. A possibilidade de demolição do Cine Drive-In, que fica dentro da área do Autódromo Nelson Piquet, para criação de um estacionamento VIP e um trecho do paddock, criou uma corrente a favor do cinema.
O Drive In, lugar em que se pode assistir aos filmes de dentro do carro, está em extinção. O de Brasília foi criado em 1973, coexiste com o autódromo desde então, e é o último exemplar da América Latina em funcionamento. Estima-se que, mensalmente, cinco mil pessoas vão ao local aproveitar a atmosfera romântica de se assistir filmes como se fazia há 30, 40 anos. Muitos deficientes físicos também frequentam o drive-in, em razão das dificuldades de acesso aos cinemas de shoppings.
Uma campanha no site change.org foi iniciada em julho por um grupo chamado Urbanistas por Brasília formalizando um abaixo-assinado online contrário à demolição do cinema. Em cinco semanas, foram angariadas mais de 18 mil assinaturas, das quais cinco mil eram de moradores do Distrito Federal. "Nossa expectativa era ficar ali entre duas mil a três mil adesões, mas o movimento cresceu", comemorou Cristiano Nascimento, idealizador da corrente e integrante do grupo Urbanistas por Brasília.
"Foi uma campanha bem sucedida porque foi bem escrita, com uma boa atualização e muito direta. Por isso, nós também participamos da divulgação", explicou Graziela Tanaka, diretora de campanhas da Change.org, onde o abaixo-assinado circulou pela internet.
A obra para receber a Indy está prevista para começar em novembro deste ano e tem o orçamento inicial em R$ 300 milhões. Na quinta-feira da semana passada, integrantes do governo local, da TV Bandeirantes (que exibirá a prova) e da Indy promoveram uma coletiva de imprensa na qual anunciaram a demolição do kartódromo, vizinho ao drive-in, para a construção do estacionamento VIP e do novo paddock. Segundo o GDF (Governo do Distrito Federal), o cinema não será demolido, nem interditado e só passará por uma reforma: no asfalto.
O anúncio pegou a proprietária do drive-in de surpresa. Nem ela foi consultada sobre a necessidade de restaurar o piso abaixo da tela de mais de 300 metros quadrados. "Ali é só asfalto, só precisa pintar, não precisa trocar asfalto", afirmou Marta Fagundes, cuja história de vida se confunde com a do cinema.
Ela começou a trabalhar lá em 1975, dois após a fundação, como bilheteira. ajudando o pai, que era administrador do local. Em 1989, ela conseguiu juntar dinheiro e comprar o drive-in da pessoa que o fundou. Desde então, toca o negócio. Já enfrentou diversas crises, como a popularização do video-cassete, nos anos 80, e das TVs a cabo, nos 90. Ficou também surpresa com a sensibilização popular em torno do possibilidade de demolição. "Quando vi a planta do projeto da Indy em que não constava mais o drive-in, fiquei muito preocupada. Até recebi a visita de técnicos que vieram aqui [no cinema] estudar a viabilidade da demolição", relatou.
Mas, de acordo com o GDF, essa possibilidade jamais foi ventilada entre os organizadores e a campanha na internet pode ter sido movida por um boato ou mal entendido. "O Governo do DF sempre foi a favor da manutenção do drive-in. Desde a concepção inicial, o projeto de reforma do autódromo teve como objetivo preparar o local para os grandes eventos do automobilismo, sem que estivesse prevista a remoção do Drive-In. A decisão já tinha sido manifestada pelo governo, antes mesmo da coletiva de anúncio da Fórmula Indy em Brasília, na última quinta-feira (18)", afirmou, por meio de nota, a assessoria de imprensa do GDF.
Tamanha repercussão serviu para tornar o Cine Drive In de Brasília mais popular. Na página do abaixo-assinado na change.org, diversas pessoas de outras cidades manifestaram o interesse em vir a Brasília para conhecer o drive-in, e não para assistir à inédita prova da Fórmula Indy. "Estou planejando para dezembro trocar o aparelho de exibição, que ainda é de película, por um de HD [alta definição de imagem]", previu Marta.
Por Daniel Brito do UOL, de Brasília

DILMA NA ONU: "BRASIL TIROU 36 MILHÕES DA MISÉRIA"


Ao abrir a 69ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta manhã, a presidente Dilma Rousseff destacou "ações afirmativas" promovidas pelo Brasil pela redução da desigualdade e comemorou a retirada do País do "mapa da fome", conforme anúncio recente da FAO, braço da ONU para Alimentação e Agricultura. Às vésperas das eleições, a presidente abriu o discurso celebrando a democracia brasileira, presente no País "há mais de 30 anos".
Além das ações de distribuição de renda, Dilma afirmou, ao mesmo tempo, que "não descuidamos da solidez fiscal". "Soubemos dar resposta à grande crise internacional", disse, lembrando que a inflação continua no centro da meta estabelecida pelo governo e que o País empregou, evitou a redução de salários, continuou a estimular renda e manteve os investimentos em infraestrutura enquanto outros países desempregavam. Dilma defendeu também políticas em defesa das mulheres, condenou o racismo e a corrupção. 
Sobre os ataques aéreos coordenados pelos Estados Unios contra a Síria, a fim de desbaratar o grupo terrorista Estado Islâmico, Dilma combateu, como previsto, o "uso da força", segundo ela, "incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos". Para exemplificar, ela citou o recente conflito de Israel contra a Faixa de Gaza e o próprio povo sírio. Leia abaixo a íntegra do discurso:
DISCURSO NA ABERTURA DA 69ª SESSÃO ASSEMBLEIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS
Embaixador Sam Kutesa, Presidente da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas,
Senhor Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,
Excelentíssimos Senhores e Senhoras Chefes de Estado e de Governo,
Senhoras e Senhores,
Para o Brasil – que tem a honra e o privilégio de abrir este debate – é grande a satisfação de ver na Presidência desta Sessão da Assembleia Geral um filho da África. Os brasileiros somos ligados por laços históricos, culturais e de amizade ao continente africano, cuja contribuição foi e é decisiva para a constituição da identidade nacional de meu país.
Senhor Presidente,
Abro este Debate Geral às vésperas de eleições, que vão escolher, no Brasil, o Presidente da República, os Governos estaduais e grande parte de nosso poder legislativo. Essas eleições são a celebração de uma democracia que conquistamos há quase trinta anos, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Com ela muito avançamos tbna estabilização econômica do país.
Nos últimos doze anos, em particular, acrescentamos a essas conquistas a construção de uma sociedade inclusiva baseada na igualdade de oportunidades.
A Grande Transformação em que estamos empenhados produziu uma economia moderna e uma sociedade mais igualitária. Exigiu, ao mesmo tempo, forte participação popular, respeito aos Direitos Humanos e uma visão sustentável de nosso desenvolvimento.
Exigiu, finalmente, uma ação na cena global marcada pelo multilateralismo, pelo respeito ao Direito Internacional, pela busca da paz e pela prática da solidariedade.
Senhor Presidente,
Há poucos dias a FAO informou que oBrasil saiu do mapa da fome.
Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões empregos, valorizou o salário básico, aumentando em 71% seu poder de compra. Com isso, reduziu a desigualdade.
Trinta e seis milhões de brasileiros deixaram a miséria desde 2003; 22 milhões somente em meu governo. Para esse resultado contribuíram também políticas sociais e de transferência de renda reunidas no Plano Brasil Sem Miséria.
Na área da saúde, logramos atingir a meta de redução da mortalidade infantil,antes do prazo estabelecido pelas Metas do Milênio.
Universalizamos o acesso ao ensino fundamental. Perseguimos o mesmo objetivo no ensino médio. Estamos empenhados em aumentar sua qualidade, melhorando os currículos e valorizando o professor.
O ensino técnico avançou com a criação de centenas de novas escolas e a formação e qualificação tecno-profissional de 8 milhões de jovens, nos últimos 4 anos.
​Houve uma expansão sem precedentes da educação superior: novas Universidades Públicas e mais de 3 milhões de alunos contemplados com bolsas e financiamentos que garantem acesso a universidades privadas.
Ações afirmativas permitiram o ingresso massivo de estudantes pobres, negros e indígenas na Universidade.
Finalmente, os desafios de construção de uma sociedade do conhecimento ensejaram a criação do Programa Ciência sem Fronteiras, pelo qual mais de 100 mil estudantes de graduação e pós-graduação são enviados às melhores universidades do mundo.
Por iniciativa presidencial, o Congresso Nacional aprovou lei que destina 75% dos royalties e 50% do fundo de recursos do PRÉ SAL para a educação e 25% para a saúde.
Vamos transformar recursos finitos – como o petróleo e o gás - em algo perene: educação, conhecimento científico e tecnológico e inovação. Esse será nosso passaporte para o futuro.
Senhor Presidente,
Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária e protegemos o Brasil frente à volatilidade externa.
Assim, soubemos dar respostas à grande crise econômica mundial,deflagrada em 2008. Crise do sistema financeiro internacional, iniciada após a quebra do Lehman Brotehers e, em seguida, transformada em muitos países em crise de dívidas soberanas.
Resistimos às suas piores conseqüências: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento.
​Continuamos a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infraestrutura.
​O Brasil saltou da 13ª para 7ª maior economia do mundo e a renda per capita mais que triplicou. A desigualdade caiu.
Se em 2002, mais da metade dos brasileiros era pobre ou muito pobre, hoje 3 em cada 4 brasileiros integram a classe média e os extratos superiores.
No período da crise, enquanto o mundo desempregava centena demilhões de trabalhadores, o Brasil gerou 12 milhões de empregos formais.
Além disso, nos consolidamos como um dos principais destinos de investimentos externos.
Retomamos o investimento em infraestrutura numa forte parceria com o setor privado.
Todos esses ganhos estão ocorrendoem ambiente de solidez fiscal. Reduzimosa dívida pública líquida de aproximadamente 60% para 35% do PIB.
A dívida externa bruta em relação ao PIB caiu 42% para 14%.
As reservas internacionais foram multiplicadas por 10 e assim, nos tornamos credores internacionais.
A taxa de inflação anual tb tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas em vigor no País.
Senhor Presidente,
Ainda que tenhamos conseguido resistir às consequências mais danosas da crise global, ela tb nos atingiu, de forma mais aguda, nos últimos ano.
Tal fato decorre da persistência, em todas as regiões do mundo, de consideráveis dificuldades econômicas, que impactam negativamente nossocrescimento.
Reitero o que disse, no ano passado na abertura do Debate Geral.
É indispensável e urgente retomar o dinamismo da economia global. Ela deve funcionar como instrumento de indução do investimento, do comércio internacional e da diminuição das desigualdades entre países.
No que se refere ao comércio internacional, impõe-se um compromisso de todos com um programa de trabalho para a conclusão da Rodada de Doha.
É imperioso também, Senhor Presidente, pôr fim ao descompasso entre a crescente importância dos países em desenvolvimento na economia mundial e sua insuficiente participação nos processos decisórios das instituições financeiras internacionais, como o FMI e o Banco Mundial. É inaceitável a demorana ampliação do poder de voto dos países em desenvolvimento nessas instituições.
O risco que estas instituições correm éperder sua legitimidade e eficiência.
Senhor Presidente,
Com grande satisfação o Brasil abrigou a VI Cúpula dos BRICS. Recebemos os líderes da China, da India, da Rússia e da África do Sul num encontro fraterno, proveitoso que aponta para importantes perspectivas para o futuro.
Assinamos os acordos de constituição do Novo Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas.
O Banco atenderá às necessidades de financiamento de infraestrutura dos BRICS e dos países em desenvolvimento.
O Arranjo Contingente de Reservas protegerá os países de volatilidades financeiras.
Cada instrumento terá um aporte de US$ 100 bilhões.
Senhor Presidente,
A atual geração de líderes mundiais – a nossa geração – tem sido chamada a enfrentar tb importantes desafios vinculados aos temas da paz, da segurança coletiva e do meio ambiente.

Não temos sido capazes de resolver velhos contenciosos nem de impedir novas ameaças.
O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da Questão Palestina; no massacre sistemático do povo sírio; na trágica desestruturação nacional do Iraque; na grave insegurança na Líbia; nos conflitos no Sahel e nos embates na Ucrânia.
A cada intervenção militar não caminhamos para a Paz mas, sim, assistimos ao acirramento desses conflitos.
Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários. Não podemos aceitar queessas manifestações de barbárie recrudesçam, ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios.
Tampouco podemos ficar indiferentes ao alastramento do vírus Ebóla no oeste da África. Nesse sentido, apoiamos a proposta do Secretário-Geral de estabelecer a Missão das Nações Unidas de Resposta Emergencial ao Ebóla.
Senhor Presidente,
O Conselho de Segurança tem encontrado dificuldade em promover a solução pacífica desses conflitos. Para vencer esses impasses será necessária uma verdadeira reforma do Conselho de Segurança, processo que se arrasta há muito tempo.
Os 70 anos das Nações Unidas, em 2015, devem ser a ocasião propícia para o avanço que a situação requer. Estou certa de que todos entendemos os graves riscos da paralisia e da inação do CSNU.
Um Conselho mais representativo emais legítimo poderá ser também mais eficaz.
Gostaria de reiterar que não podemos permanecer indiferentes à crise israelo-palestina, sobretudo depois dos dramáticos acontecimentos na Faixa de Gaza. Condenamos o uso desproporcional da força, vitimando fortemente a população civil, especialmente mulheres e crianças.
Esse conflito deve ser solucionado e não precariamente administrado, como vem sendo. Negociações efetivas entre as partes têm de conduzir à solução de dois Estados – Palestina e Israel – vivendo lado a lado e em segurança, dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas.
Em meio a tantas situações de conflito,a América Latina e o Caribe buscam enfrentar o principal problema que nos marcou, por séculos – a desigualdade social.
Fortalecem-se as raízes democráticas e firma-se a busca de um crescimento econômico mais justo, inclusivo e sustentável. Avançam os esforços de integração, por meio do Mercosul, da UNASUL e da CELAC.
Senhor Presidente,
A mudança do clima é um dos grandes desafios da atualidade. Necessitamos, para vencê-la, sentido de urgência, coragem política e o entendimento de que cada um deverá contribuir segundo os princípios da equidade e dasresponsabilidades comuns, porémdiferenciadas.
A Cúpula do Clima, convocada em boa hora pelo Secretário-Geral, fortalece asnegociações no âmbito da Convenção-Quadro.
O Governo brasileiro se empenhará para que o resultado das negociações leve a um novo acordo equilibrado, justo e eficaz.
O Brasil tem feito a sua parte para enfrentar a mudança do clima.
Comprometemo-nos, na Conferência de Copenhague, com uma redução voluntária das nossas emissões em 36% a 39%, na projeção até 2020.
Entre 2010 e 2013, deixamos de lançar na atmosfera, a cada ano, em média, 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono.
Alcançamos em todos esses anos as 4 menores taxas de desmatamento da nossa história.
Nos últimos 10 anos, reduzimos o desmatamento em 79%, sem renunciar ao desenvolvimento econômico nem à inclusão social.
Mostramos, que é possível crescer, incluir, conservar e proteger. Uma conquista como essa resulta do empenho - firme e contínuo – do Governo, da sociedade e de agentes públicos e privados.
Esperamos que os países desenvolvidos - que têm a obrigação não só legal, mas também política de liderar,pelo exemplo, demonstrem de modo inequívoco e concreto seu compromisso de combater esse mal que aflige a todos.
Na Rio+20 tivemos a grande satisfação de definir uma nova agenda, baseada em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicáveis tanto a países desenvolvidos, quanto aos em desenvolvimento.
Será crucial definirmos meios de implementação que correspondam à magnitude das dificuldades que nos comprometemos a superar. Precisamos ser ambiciosos em matéria de financiamento, cooperação, construção de capacidades nacionais e transferência de tecnologias, sobretudo em favor dos países menos desenvolvidos.
Destaco, nesse contexto, a necessidade de estabelecer um mecanismo para o desenvolvimento, a transferência e a disseminação de tecnologias limpas e ambientalmente sustentáveis.
Senhor Presidente,
Ao lado do desenvolvimento sustentável e da paz, a ordem internacional que buscamos construir funda-se em valores.
Entre eles, destacam-se o combate a todo o tipo de discrimnação e exclusão.
Temos um compromisso claro com a valorização da mulher no mundo do trabalho, nas profissões liberais, no empreendedorismo, na atividade política, no acesso à educação entre outros. O meu governo combate incansavelmente a violência contra a mulher em todas as suas formas. Consideramos o século 21, o século das mulheres.
Da mesma maneira, a promoção da igualdade racial é o resgate no Brasil dos séculos de escravidão a que foram submetidos os afro-brasileiros, hoje mais da metade de nossa população.
​Devemos a eles um inestimável legado permanente de riquezas e valores culturais, religiosos e humanos. Para nós, a miscigenação é um fator de orgulho.
​ O racismo, mais que um crime inafiançável é uma mancha que não hesitamos em combater, punir e erradicar.
​O mesmo empenho que temos em combater a violência contra as mulheres e os afrobrasileiros temos tb contra a homofobia. A suprema corte do meu Páisreconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurando-lhes todos os direitos civis, daí decorrentes.
Acreditamos firmemente na dignidade de todo ser humano e na universalidade de seus direitos fundamentais. Estes devem ser protegidos de toda seletividade e de toda politização.
Outro valor fundamental é o respeito à coisa pública e o combate sem tréguas à corrupção .
A história mostra que só existe uma maneira correta e eficiente de combater a corrupção: o fim da impunidade com o fortalecimento das instituições que fiscalizam, investigam e punem atos de corrupção, lavagem de dinheiro e outroscrimes financeiros.
Essa é uma responsabilidade de cada governo. Responsabilidade que nós assumimos, ao fortalecer nossasinstituições.
Construímos o Portal Governamental da Transparência que assegura, ao cidadão, acessar os gastos governamentais, em 24 horas.
Aprovamos a lei de acesso à informação que permite ao cidadão brasileiro o acesso a qualquer informação do governo, exceto aquelas relativas àsoberania do País.
Fortalecemos e demos autonomia aos órgãos que investigam e também ao que faz o controle interno do governo.
Criamos leis que punem tanto o corrupto, como o corruptor.
O fortalecimento de tais instituições é essencial para o aprimoramento de umagovernança aberta e democrática.
A recente reeleição do Brasil para o Comitê Executivo da "Parceria para o Governo Aberto" vai nos permitir contribuir para governos + transparentesno plano mundial.
Senhor Presidente:
É indispensável tomar medidas que protejam eficazmente os direitos humanos tanto no mundo real como no mundo virtual, como preconiza resolução desta Assembleia sobre a privacidade na era digital.
O Brasil e a Alemanha provocaram essa importante discussão em 2013 e queremos aprofundá-la nesta Sessão.Servirá de base para a avaliação do tema o relatório elaborado pela Alta Comissária de Direitos Humanos.
Em setembro de 2013, propus aqui a criação de um marco civil para a governança e o uso da Internet com base nos princípios da liberdade de expressão, da privacidade, da neutralidade da rede e da diversidade cultural.
Noto, com satisfação, que a comunidade internacional tem se mobilizado, desde então, para aprimorar a atual arquitetura de governança da Internet.
Passo importante nesse processo foi a realização, por iniciativa do Brasil, da Reunião Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet - a NETmundial - em São Paulo, em abril deste ano.
O evento reuniu representantes de várias regiões do mundo e de diversos setores. Foram discutidos os princípios a seguir e as ações a empreender para garantir que a Internet continue a evoluir de forma aberta, democrática, livre, multissetorial e multilateral.
Senhor Presidente,
Os Estados-membros e as Nações Unidas têm, hoje, diante de si desafios de grande magnitude.
Estas devem ser as prioridades desta Sessão da Assembleia Geral.
O ano de 2015 desponta como um verdadeiro ponto de inflexão.
Estou certa de que não nos furtaremos a cumprir, com coragem e lucidez, nossas altas responsabilidades na construção de uma ordem internacional alicerçada na promoção da Paz, no desenvolvimento sustentável, na redução da pobreza e da desigualdade.
O Brasil está pronto e plenamente determinado a dar sua contribuição.
Muito obrigada.
Abaixo, reportagem anterior do 247:
Para quem pode, é assim. E só quem pode, diante das regras da reeleição, é o presidente em exercício. Assim, nesta quarta-feira 24, a presidente Dilma Rousseff vai ocupar a tribuna da ONU para abrir a assembleia geral da nações - e  poderá faturar politicamente o gesto na eleição presidencial. Ela está preparada para fazer um discurso voltado aos países ricos, frisando os avanços obtidos pela aliança econômica real que se forma entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), mas, especialmente, vai mirar o público interno. Dilma chegou a Nova York preparada para citar, um a um, os programa sociais desenvolvidos em seu governo, que vão obtendo reconhecimento internacional pelos resultados de combate à pobreza e à fome.
O momento para Dilma, na qualidade de candidata à reeleição, não poderia ser melhor para aparecer em destaque na ONU como presidente do Brasil. Todas as pesquisas mostram sua retomada a patamares próximos dos 40% das intenções de voto, enquanto a até aqui principal adversária, Marina Silva, do PSB, despencou da faixa dos 30% para a dos 20% e ainda não mostrou, claramente, qual é seu piso. Pode cair mais. O candidato do PSDB, Aécio Neves, já parou de cair e voltou a crescer, mas ainda não voltou à faixa dos 20%, de acordo com os levantamentos mais recentes. Já há cálculos que indicam, de novo, como acontecia antes da morte do presidenciável Eduardo Campos, que Dilma possa vencer em 1º turno.
Não há, para a oposição, como reclamar dessa situação. As regras da reeleição, afinal, foram escritas durante o governo de Fernando Henrique, líder dos tucanos. São elas que permitem ao presidente disputar a corrida eleitoral desfrutando de todas as vantagens do cargo, o que sempre se mostrou uma qualidade objetiva. Tanto assim que quem usou a prerrogativa, como o próprio FHC e, em seguida, o petista Lula, conseguiu seu segundo mandato. Agora é a vez de Dilma.
Para obter a maior repercussão eleitoral  no Brasil, a presidente se preparou para elencar em Nova York os resultados dos programas sociais desenvolvidos em sua gestão. Ela poderá dar a máxima ênfase a isso, uma vez que iniciativas como o Bolsa Família têm obtido reconhecimento cada vez maior de organizações internacionais, entre as quais a FAO, o órgão e combate à fome da própria ONU.
Para o público externo, Dilma também terá o que dizer. Ela participou ativamente da construção do Novo Banco de Desenvolvimento, fundado pelos sócios dos Brics, em reunião em Fortaleza, este ano. Com capital de US$ 100 bilhões, o novo banco de fomento de fomento se mostra preparado para apoiar o desenvolvimento da infraestrutura dos países da área de influência dos Brics. Dilma, ao que parece, tem tudo para brilhar na ONU - e, em seguida, na campanha eleitoral. Para ela, o momento de aparecer como estadista de porte global não poderia ser melhor para seus planos de reeleição.
fonte:247



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nascente do rio São Francisco secou, afirma diretor do Parque Nacional da Serra da Canastra

Em entrevista ao portal G1, Luiz Arthur Castanheira, diretor do Parque Nacional da Serra da Canastra, afirmou que a nascente do Rio São Francisco secou. 


"Isso não é comum, é preocupante. Não há dúvida de que algo em grande escala está mudando em nosso ecossistema. As principais barragens do Alto São Francisco, que são a de Três Marias e Sobradinho, estão sendo ameaçadas e se aproximam do limite de volume útil de água. Ou seja, a água dos principais afluentes está chegando ao nível zero, e a biodiversidade do rio está comprometida, além de a qualidade do rio estar se deteriorando", afirmou ele.

De acordo com Castanheira, a situação crítica já é notada faz tempo e é inédita na história do rio, o maior de águas totalmente brasileiras - o São Francisco nascen na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e desemboca no Atlântico entre Alagoas e Sergipe.



"Essa nascente é a original, a primeira do rio e é daqui que corre para toda a extensão. Ela é um símbolo do rio. Imagina isso secar? A situação chegou a esse ponto não foi da noite para o dia. Foi de forma gradativa, mas desse nível nunca vi em toda a história”, disse Castanheira.

Com a estiagem, as represas ligadas ao São Francisco já apresentam níveis alarmantes. A Três Marias, primeira barragem construída ao longo do rio, registrou 6% de seu volume útil nesta semana.

Reprodução

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Jesus: Os 40 Dias Perdido


Segundo a Bíblia, Jesus ressuscitou e andou pela Terra durante 40 dias antes de subir ao céu. Mas o Novo Testamento revela muito pouco sobre este milagre determinante para a fé cristã. Com a utilização de ferramentas históricas, da tecnologia, da ciência e da fé, revelaremos um relato pouco conhecido e enterrado em fontes não bíblicas, como o Evangelho de São Tomás, o Evangelho de Maria Madalena, a revelação secreta de João e os escritos do historiador judeu Flavio Josefo.

sábado, 20 de setembro de 2014

Segurança reforçada no Vaticano por temor de ataque

A segurança foi reforçada na praça de São Pedro, após a interceptação por serviços de inteligência estrangeiros de uma mensagem sobre um possível ataque contra o Vaticano, informa o jornal italiano Il Messaggero.
Um serviço de inteligência estrangeiro alertou durante a semana a Itália sobre a interceptação de uma conversa telefônica entre duas pessoas que falavam árabe e mencionavam uma "ação espetacular na quarta-feira no Vaticano", afirma o jornal.
A quarta-feira é o dia em que o papa celebra a audiência geral na praça de São Pedro, diante da basílica.
Uma unidade antiterrorista italiana estabeleceu que um dos interlocutores da ligação passou pela Itália há oito meses, segundo o mesmo jornal.
O papa Francisco viajará durante a semana à Albânia. O Vaticano negou que, como especulou a imprensa, o pontífice esteja ameaçado por um ataque islamita. Mas a segurança foi reforçada no Vaticano para as audiências de quarta-feira e domingo, destacou o jornal Il Messaggero.
Em entrevista durante a semana ao jornal La Nazione, o embaixador do Iraque na Santa Sé, Habib Al Sadr, declarou que "o que o autoproclamado Estado Islâmico tem afirmado é claro: querem matar o papa, as ameaças contra o papa são reais".

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Torcedor do Grêmio chama Aranha de "fedorento".

O goleiro Aranha foi alvo de muitas vaias e xingamentos na sua volta à Arena do Grêmio, três semanas depois de ter ouvido ofensas de cunho racial no duelo entre Grêmio e Santos pela Copa do Brasil. O goleiro escutou protestos desde o momento em que entrou em campo para o aquecimento. Uma das câmeras do SporTV flagrou um torcedor gremista chamando o camisa 1 do Santos de "fedorento".
Com as mãos na boca, para tentar evitar que os xingamentos fossem identificados, e bem ao lado de uma criança, o jovem chama duas vezes goleiro de "fedorento" e "relaxado".
Gremista xingando Aranha de "fedorento" e "relaxado" (Foto: Reprodução SporTV)Ao lado de menino, torcedor xinga Aranha durante Grêmio e Santos na Arena (Foto: Reprodução SporTV)
Nesta sexta-feira, na volta a São Paulo, Aranha lamentou a postura de boa parte dos presentes ao estádio, dizendo que eles pareciam apoiar o episódio ocorrido em 28 de agosto, quando foi chamado de "macaco" e disse ter ouvido coros que imitavam o som do animal.
- Não me chamaram de preto fedido, mas me chamaram de branquelo. Era piada? Eles te chamam de tudo o que é coisa. Torcedor se manifestar contra o adversário é normal. Mas o que acontece lá é um caso à parte, é diferente - declarou o goleiro santista.
Aranha demonstrou surpresa com a reação.
- Eu sinceramente pensava que a maioria não concordava com as atitudes, que eles iam tentar passar outra imagem. Mas ficou claro que é um pensamento quase geral da torcida do Grêmio. Pode pegar no meu pé (nas próximas partidas na Arena), não tem problema. Eu não vou desrespeitar ninguém. A denúncia eu fiz para fazer valer meus direitos - afirmou.
Por Porto Alegre

IBGE admite 'erros graves' na Pnad e diz que desigualdade caiu

Dado equivocado também mudou resultado sobre analfabetismo.

Diretor de pesquisas nega que tenha havido interferência política.

Káthia Mello
Do G1 Rio
 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) corrigiu nesta sexta-feira (19) dados que constavam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios referente a 2013, divulgada na última quinta (18). A presidente do instituto, Wasmália Bivar, pediu desculpas por erros "extremamente graves" durante entrevista coletiva no Rio. O problema está relacionado aos números das regiões metropolitanas de sete estados brasileiros.
Segundo o IBGE, a desigualdade de renda proveniente do trabalho diminuiu em vez de aumentar, como primeiramente constava na pesquisa divulgada. Na quinta foi informado que o índice foi de 0,496 (em 2012) para 0,498 (em 2013). Mas o número correto, segundo o IBGE, é de 0,495.
O equívoco afetou diversos índices divulgados, como analfabetismo e o índice de Gini, que calcula o nível de desigualdade no país. O valor desse índice varia de zero (a perfeita igualdade) até um (a desigualdade máxima).
O índice de analfabetismo caiu de 8,7%, em 2012, para 8,5% em 2013 - e não 8,3% como primeiramente informado. O número médio de anos de estudo dos brasileiros com dez ou mais anos de idade aumentou de 7,5 para 7,6.
Os números corretos da divisão da população entre sexos são de 51,4% (mulheres) e 48,6% (homens).
A taxa de desocupação foi mantida em 6,5%, como originalmente informado, uma alta em relação a 2012 que era de 6,1%. Mas o aumento da população desocupada, segundo o anúncio do IBGE, foi menor: não era 7,2% e sim 6,3%. São 6,6 milhões de pessoas desocupadas.
Também houve correção sobre a queda de emprego de jovens entre 5 e 17 anos. O dado correto é de 10,6%.
O IBGE divulgou um link que reúne as correções da Pnad 2013.
"Desculpas pelo transtorno"
"Não há o menor indício de pressão. Nós encaramos o fato como um acidente estritamente técnico e que será investigado. O processo do trabalho será investigado. O IBGE está extremamente abalado por isso, mas identificado o erro, ele é assumido", afirmou.
A presidente do IBGE disse que o instituto "errou e nós pedimos desculpas pelos transtornos. Estamos aqui abatidos com esse erro. Vamos fazer o máximo possível para esclarecer".
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, declarou que o governo está "chocado" com os erros informou que serão criadas duas comissões para avaliar a consistência da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (Pnad) e encontrar as razões da falha e identifcar os eventuais responsáveis.
Bivar disse que irá continuar no IBGE: "Confortável não estou como servidora do IBGE, mas como presidente não quero ser vista como a pessoa dos momentos bons. Vou continuar como capitão que fica com sua equipe e seu navio".