domingo, 29 de janeiro de 2017

Por que estudar Plutão se nem planeta ele é?


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O pesquisador Mike Brown foi o responsável por tirar de Plutão o status de planeta, sendo considerado um verdadeiro exterminador de planetas da astronomia moderna. Brown apresentou à União Astronômica Internacional (IAU) a informação de que Plutão deveria deixar de ser o nono planeta do sistema solar.

Entretanto, mesmo perdendo o posto, Plutão continua tendo relevância nas pesquisas espaciais internacionais. Prova disso, é a sonda New Horizons, que chegou à órbita de Plutão no dia 14 de julho de 2015.

Muitas pessoas podem se perguntar: qual a importância de estudar Plutão para a vida das pessoas? Por que gastar dinheiro com algo assim se Plutão nem é mais planeta? A resposta para essas questões é simples: os estudos sobre Plutão são importantes porque podem reforçar o status de que Plutão é um planeta-anão.

Segundo os pesquisadores, a missão não deve mudar a condição de Plutão, nem fazê-lo retomar o posto de planeta. A decisão de que ele perdeu o posto de planeta, adotada em 2006, é irreversível pela União Astronômica Internacional (UAI).

A atual missão realizada pela NASA, a Agência Espacial Norte-Americana, tem como objetivo encontrar mais informações sobre o ex-planeta e avançar nos estudos sobre como era a vida na Terra há bilhões de anos. Os dados também vão ajudar na realização de novos trabalhos sobre os demais planetas, além de beneficiar a ciência planetária em geral.

A missão que chegou a Plutão também deve passar por outros objetos do Cinturão de Kuiper, ampliando o conhecimento dos pesquisadores sobre essa região. A Nasa gastou cerca de US$ 720 milhões com a missão da New Horizons e a chegada às proximidades de Plutão.

Vale lembrar que a New Horizons não chegou até o solo de Plutão. Ela alcançou uma proximidade recorde, ficando a apenas 12 mil km de distância do ex-planeta.

Saiba mais sobre o assunto visitando o site da NASA: Missão New Horizons.

Créditos da Imagem: Nasa.gov.

Cientistas dizem que faltam dois minutos e 30 segundos para o 'fim do mundo'

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Se nada for feito em relação à crescente emissão de gases do efeito estufa e à proliferação de armas nucleares, o apocalipse estará cada vez mais próximo (foto: Pixabay)


Você sabe quanto tempo falta para o "fim do mundo"? Segundo o relógio simbólico criado pelo Boletim de Cientistas Atômicos (Bulletin of the Atomic Scientists), restam apenas 2 minutos e 30 segundos para meia-noite, ou a "destruição da humanidade". Os pesquisadores analisam diversos fatores que contribuem para o apocalipse, especialmente a mudança climática e a propagação de armas de destruição em massa. Na quinta-feira, 26 de janeiro, o Relógio do Fim do Mundo (Doomsday Clock) foi adiantado em 30 segundos. Ele nunca esteve tão perto da meia-noite desde 1953, quando os Estados Unidos e a extinta União Soviética testaram as primeiras bombas de hidrogênio. Naquela época, a humanidade esteve a dois minutos de se destruir.

Desta vez, a proximidade do "fim" se deve ao aquecimento global e, principalmente, ao discurso inflamado do presidente dos EUA, Donald Trump. O líder norte-americano sugeriu que o Japão tenha armamento atômico para enfrentar a ameaça da Coreia do Norte, uma potência quando se trata de armas nucleares. "As palavras importam. Não tanto quanto os fatos, mas importam muito", afirma uma porta-voz do Boletim de Cientistas Atômicos antes de anunciar o novo horário. Em dezembro do ano passado, já como presidente eleito, Trump dizia que os EUA deveriam fortalecer sua capacidade nuclear até que o mundo "recuperasse a razão" em relação a essas armas.

"A situação mundial, que já é alarmante, foi palco do aumento de um nacionalismo estridente em todo o mundo em 2016, até mesmo em uma campanha presidencial dos Estados Unidos, durante a qual o vencedor, Donald Trump, fez comentários inquietantes sobre o uso e a proliferação de armas nucleares, e expressou sua incredulidade quanto ao consenso científico sobre as mudanças climáticas", comenta a porta-voz.

Como atrasar o relógio?

Os cientistas admitiram a proximidade do "fim", mas deram algumas esperanças. Para evitar o "apocalipse", segundo os responsáveis pelo Relógio do Fim do Mundo, EUA e Rússia precisam reduzir a produção de armas nucleares e limitar os programas de modernização nuclear. Outra condição é que os governos de todo o mundo reduzam drásticamente as emissões de gases do efeito estufa e cumpram a promessa do Acordo de Paris, para manter o aquecimento global a, no máximo, 2º C acima dos níveis pré-industriais.

Outra medida apontada pelo Boletim de Cientistas Atômicos é que Trump reconheça a mudança climática como uma realidade e redobre os esforços para limitar as emissões de dióxido de carbono. Os cientistas propõem ainda uma aproximação dos EUA, China e Rússia com a Coreia do Norte, para reduzir os riscos de guerras nucleares.

Histórico

O Relógio do Fim do Mundo já foi alterado 20 vezes desde que foi criado, em 1947. Em sua primeira edição, as horas marcavam 23h53. Após o fim da Guerra Fria, em 1991, os ponteiros recuaram para 11h45, registrando o horário mais distante da meia-noite desde a sua invenção.

(com The Huffington Post)