segunda-feira, 4 de maio de 2015

UFO e Rockefeller



O título do artigo pode parecer esquisito: UFO e Rockefeller?
Aparentemente nada de mais longe. Mas não é assim. A ideia do Leitor é "Ufo = homenzinhos verdes" ou pior "UFO = alucinações"? Um fenómeno bom só para os visionários?
Então pode ter chagado a altura de rever algo.

A televisão dedica espaço ao fenómeno UFO. Determinados canais (History Channel, por exemplo) transmitem séries sobre o assunto. Na maior parte dos casos são documentários bastante tristes, conduzidos por indivíduos que parecem gozar duma licença duma instituição para atrasados mentais. O resultado é uma mistura de teorias que vão desde a ficção científica até o puro delírio. Neles é possível encontrar pontos de interesse, mas para fazer isso é preciso conhecer o fenómeno e saber distinguir.
Dito assim, quase parece que estas série tenham como fim desacreditar o fenómeno. E em parte isso é verdade. Mas há o outro lado da medalha: não esquecemos que para quem acredita (e, ao mesmo tempo, tem um conhecimento superficial) boa parte do que é apresentado é "possível" quando não mesmo "realidade".
Depois há um outro aspecto, mais "culto", para quem não fica satisfeito com os alucinados das séries: é o Disclosure Project. Este apresenta-se bem, muito bem até, e captura a atenção com testemunhos e analistas que merecem respeito.
Um exemplo é dado por este vídeo. Bastante comprido (uma hora e meia...), vale a pena assistir caso o Leitor esteja mesmo interessado no assunto, pois os intervenientes são pessoas preparadas e não visionários.


Mas eis a dúvida: quem fica atrás do movimento Disclosure? Quem organiza as reuniões pelo mundo fora, quem paga?
A resposta é surpreendente. Mas só até um certo ponto.
Stephen Bassett, conferência Disclosure de 2014:

O embargo da verdade, que eu casualmente refiro, era um grande programa em que bilhões de dólares foram gastos, não só para manter o segredo, mas para manter as finanças em segredo, e manter os mass media sob controle, bem como os filantropos [...] e as universidades afastados.
Filantropos. Eis um termo que assusta. Bill Gates é filantropo. Oprah Winfrey, George Soros, Warren Buffett, Bono são todos filantropos. Mas no caso do Disclosure há um filantropo em particular: Laurance Rockefeller.
No site de Stephen Bassett há um inteiro capítulo dedicado ao filantropo Rockefeller. E também nas páginas do Disclosure não faltam citações no âmbito do projecto Starlight.
Um desses documentos é uma carta do The Starlight Coalition Project (o antecessor do Disclosure Project do Dr. Greer) assinada pelo Dr. Steven Greer e outros, solicitando ao presidente Clinton a desclassificação de documentos sobre extraterrestres e UFO.
Esta carta do Starlight Coalition Project foi o resultado da histórica reunião em Asilomar, Califórnia, que o Dr. Greer organizou e Laurance Rockefeller pagou em Junho de 1995, pouco antes da reunião de Clinton com Rockefeller, em Agosto de 1995.
A presença dum Rockefeller não é incómoda? Segundo o Project Disclosure não.
Como explicado pelo movimento (Annotated Proceedings of the Citizen Hearing on Disclosure, página 90):

Basicamente o que os documentos FOIA mostram é que o empresário bilionário, Laurance Rockefeller, tinha falado com a Casa Branca para que o governo revelasse a verdade por trás do mistério UFO. Existem vários Rockefeller; há Nelson Rockefeller, que era o menino político que corria para o governo, havia David que era o rapaz com o dinheiro, e havia Laurance Rockefeller que era o lado humanitário. Ele tinha uma licenciatura em filosofia na Universidade de Princeton e estava muito interessado neste fenómeno.


L. Rockefeller e H. Clinton


Um Rockefeller humanitário. Nada de política ou dinheiro, ele estava interessado só nos UFO.

E vamos ver este filantropo humanitário (biografia de Wikipedia versão inglesa):

Em 1937, herdou o lugar do seu avô no New York Stock Exchange. Serviu como curador da Fundação Rockefeller Brothers Fund por 42 anos, desde a sua criação em 1940 até 1982. Durante este tempo também actuou como presidente (1958-1980), mais do que qualquer ou líder na história do Fundo. Também era um fundador e administrador do Fundo da família Rockefeller.
Era uma figura de destaque no campo pioneiro do capital de risco, que começou como uma parceria conjunta com todos os cinco irmãos e a sua única irmã, Babs, em 1946. Em 1969, entrou no Venrock Associates, que fornecia importantes financiamentos para Intel e Apple entre muitas outras empresas de tecnologia e start-up, incluindo empresas envolvidas na área da saúde. Ao longo dos anos, os seus interesses de investimento variaram também nos campos da indústria aeroespacial, electrónica, física de altas temperatura, materiais compósitos, óptica, lasers, processamento de dados, termiônica, instrumentação e energia nuclear.
Não apenas Laurance estava profundamente envolvidos no sector financeiro, como também foi um dos fundadores do Fundo Rockefeller.
Enquanto o simpático Laurence era o director do Fundo Rockefeller, este organismo financiou um ambicioso estudo concebido por Nelson Rockefeller, para definir as principais questões e oportunidades dos Estados Unidos, esclarecer metas e objetivos nacionais e desenvolver os princípios que poderiam servir de base política nacional no futuro. E foi por isso que Nelson recrutou Henry Kissinger, que então se encontrava na faculdade de Harvard, em qualidade de director do projecto.
Nelson trouxe também pessoas como Edward Teller (Projecto Manhattan, laboratórios de Los Alamos), Charles Percy (senador republicano, presidente da Bell & Howell), Dean Rusk (Secretário de Estado), John Gardner (presidente da Carnegie Corporation), Henry Luce (magnate da imprensa: Time, Life, Fortune...), Gordon Evans Dean (presidente da Comissão dos EUA para a energia atómica), Roswell Gilpatric (secretário da Defesa). Esta alegre comitiva, da qual faziam parte também os Rockefeller Laurance e John D. III, tinha como objectivo uma série de projectos: questões radicais que iam desde a estratégia militar, a segurança, a política externa, a estratégia económica internacional e a reorganização do governo. E tinha um nome também: Prospect for America: The Rockefeller Panel Report.
O projecto foi finalmente publicado em 1961, apesar de algumas partes ainda estarem secretas. Mas o que é conhecido dá uma ideia. Página 35:
Vamos tentar, então, indicar sucintamente o que este painel tem em mente quando fala da possibilidade da América ajudar a moldar uma nova ordem mundial. A frase poderia ser facilmente mal interpretada, pois poderia ser tomadas no sentido duma Pax Americana: uma ambição imperial para reunir as nações, para defini-las uma contra as outras num equilíbrio de poder, para dividir e quebrar. Não é isso que temos em mente. nem temos em mente, como poderia concebivelmente ser suposto, espalhar formas americanas de fazer as coisas em todo o mundo, na esperança de duplicar em outros lugares o determinado tipo de vida que agora existe dentro dos limites dos Estados Unidos.
Cá estão outra vez: os gajos da Nova Ordem Mundial.
Como é possível observar, Laurance estava profundamente envolvido na procura dos objectivos globalista da família Rockefeller. Não havia divisões ou divergências de interesses no seio da família, como evidenciado pela cooperação dos três irmãos; havia apenas uma divisão de trabalho, mas o projecto era vivo e existia como um conjunto de esforços.

O Projecto Disclosure nasceu neste ambiente, financiado pela família Rockefeller.
É lícito perguntar: qual o seu derradeiro objectivo? Por qual razão misturar poder, dinheiro e UFO?
Ainda convencidos de que os UFO sejam só coisas para visionários?

Fontes: no texto.