escritor poeta, radialista,

domingo, 29 de março de 2015

Existe água por todo o Universo, mas isso quer dizer que a vida é possível fora da Terra?



Há alguns anos, os astrônomos buscam a existência de água em lugares distantes do Universo, partindo da premissa de que onde tem água pode haver vida. Graças ao avanço tecnológico e científico, o que até pouco tempo parecia uma grande proeza se tornou uma verdade constante: aparentemente, há muito mais água no cosmos do que se imaginava. As estrelas da constelação Perseus, descobertas em 2011, regam o espaço circundante com jatos imensos de água, equivalentes a cem milhões de vezes por segundo o fluxo do Amazonas. Ao redor de estrelas distantes, existem planetas com superfícies totalmente líquidas e discos protoplanetários inteiros, com novos mundos em formação, que possuem uma quantidade de água suficiente para preencher milhares de vezes todos os oceanos terrestres. O grande oceano subterrâneo de Encélado tem fontes hidrotermais, com água que surge a 90°C e se mistura com água fria, criando as condições para que haja vida.
O telescópio espacial Hubble confirmou que Ganímedes, uma das maiores luas de Júpiter, possui grandes oceanos subterrâneos e que, debaixo de sua superfície, há uma quantidade enorme de água. Também foi encontrada água congelada no fundo das crateras lunares – lugares em que nunca chegou a luz solar. E Marte também teve seus próprios mares e lagos, dos quais conserva uma parte de sua água misturada com outros componentes nos polos e nas camadas mais próximas à superfície. Até Mercúrio, o planeta mais quente do nosso sistema solar, guarda pequenos “tesouros aquáticos” nas profundezas de suas crateras.
Todas essas descobertas extraordinárias mostram que a água não é um recurso escasso no Universo, o que amplia as chances de encontrar vida extraterrestre e possibilita a hipótese de pensar a vida humana fora da Terra, já que o caríssimo transporte desse vital elemento não seria um problema, podendo ele ser encontrado no local a ser colonizado.
Fonte: ABC 
Imagem: David M. Schrader - Shutterstock

quinta-feira, 26 de março de 2015

Pode o asteroide 2014 YB35 atingir a Terra na sexta-feira?

Um asteroide com cerca de 700 metros de comprimento passará próximo da Terra na sexta-feira dia 27 e caso atinja nosso planeta poderá provocar um mega tsunami ou devastar cidades do porte de São Paulo. Mas será que corremos algum risco de impacto?
Asteroide 2014 YB35
Sempre que um grande asteroide cruza as cercanias da Terra, diversos sites lançam matérias com títulos alarmistas, sempre na expectativa de criar um fato bombástico na tentativa de render algumas visitas extras. E dessa vez a história não foi diferente.
De fato, o grande asteroide 2014 YB35 passará nas vizinhanças do nosso planeta na próxima sexta-feira e devido ao seu tamanho e massa tem enorme capacidade destrutiva caso ocorra um impacto, mas para alívio geral isso não vai acontecer.

Veja o vídeo com a orbita de 2014 YB35


Muita Energia
2014 YB35 tem cerca de 700 metros de comprimento e pesa mais de 600 milhões de toneladas. Neste momento, sua velocidade é de 36 mil km/h e se atingisse a Terra, liberaria energia equivalente a 7 milhões de toneladas de TNT. Isso é 350 vezes mais forte que a primeira bomba atômica lançada sobre o Japão em 1945.

Caso 2014 YB35 atingisse o oceano, a liberação dessa energia poderia provocar ondas gigantes capazes de inundar cidades litorâneas. Se atingisse cidades populosas, a perda de vidas e prejuízos materiais seria incalculável.
Embora o cenário não seja nada animador caso ocorresse um impacto, ele não passa de um exercício de pensamento, digno de um filme de ficção.
Os cálculos mostram 2014 YB35 passará muito longe da Terra, a cerca de 4.4 milhões de km de distância. Isso é quase 12 vezes a distância da Terra à Lua. O momento da máxima está previsto para acontecer na sexta-feira às 03h20 pelo horário de Brasília e segundo as efemérides calculadas, até o ano de 2200 não há qualquer possibilidade de impacto. Até lá, durma tranquilo.