escritor poeta, radialista,

sábado, 2 de novembro de 2013

Dilma reúne ministros para cobrar andamento das obras do governo

Presidente convocou 14 dos 39 ministros para encontro no Alvorada. Ministros vão fazer relato da situação dos principais projetos em execução.


A presidente Dilma Rousseff convocou 14 dos 39 ministros do governo para uma reunião neste sábado (2) no Palácio da Alvorada. O encontro está marcado para se iniciar às 10h, no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência – a previsão inicial era que fosse no Palácio do Planalto.
Os ministros convocados são das áreas social e de infraestrutura, entre os quais Aguinaldo Ribeiro (Cidades), César Borges (Transportes) e  Miriam Belchior (Planejamento), além de Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda.
No encontro, os ministros deverão fazer para a presidente um relato sobre o andamento das principais obras do governo federal pelo país. A intenção é acelerar essas obras.
Não é a primeira vez que Dilma reúne seus ministros em um sábado. Em julho, após a onda de manifestações que tomaram conta das ruas do país, a chefe do Executivo convocou seus auxiliares da Esplanada para tratar sobre os cinco pactos que viriam a ser anunciados dias depois em cadeia de rádio e televisão como resposta aos protestos.
No início de 2012, como preparação para uma reunião ministerial com todos os seus auxiliares, Dilma fez encontros setoriais e convocou alguns deles também no final de semana.
Em 21 de janeiro, um sábado, a presidente promoveu uma reunião no Palácio da Alvorada para tratar sobre assuntos econômicos e crédito e financiamento. No dia seguinte, ela debateu com seu ministério a organização de "grandes eventos", como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que serão sediadas no Brasil.
Juliana BragaDo G1, em Brasília

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lula e a sombra

 Ilimar Franco e Simone Iglesias:

          O ex-presidente Lula ironizou hoje, num almoço com senadores, no gabinete do líder do PTB, Gim Argelo (DF), a situação dos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Na sua avaliação, as candidaturas de ambos terão de enfrentar muita pressão nos próximos meses. Esta seria feita por José Serra e Marina Silva, a quem chamou de "sombras".
-- Rapaz, nunca vi! São duas sombras gigantescas. A Marina sobre o Eduardo. E o Serra sobre o Aécio -- afirmou Lula, segundo um senador presente.
          Após esta afirmação, um dos presentes ironizou dizendo que o pessoal (da oposição) diz que ele é a sombra da presidente Dilma, em alusão a possibilidade dele vir a ser candidato no ano que vem. Lula se manteve firme, como sempre faz nesta situação, afirmando que a sua candidata é a presidente Dilma.
-- Eu não. Já fui presidente. Não sou mais. Mas se eles (oposição) insistirem muito, volto em 2018. Estou fazendo duas horas de ginástica todos os dias, para quê? - retrucou, rindo e provocando risos.
Mesmo que não tenha citado nomes, e a despeito de ter elogiado o ex-presidente José Sarney, em discurso no Senado, Lula criticou os presidentes da Câmara e do Senado, desta Legislatura (2011/2014), por não terem se unido para realizar uma reforma política. Ele afirmou que era melhor Câmara e Senado terem trabalhado juntos ao invés de criarem duas comissões separadas para debater uma proposta de mudanças.
-- O país não poderia ter cruzado os braços e deixar de fazer uma reforma séria e ampla. O Congresso precisa buscar uma solução para isso, pois precisava ter agido -- disse Lula, em referência a gestão dos ex-presidentes Marco Maia (PT) e José Sarney (PMDB) e aos atuais dirigentes da Câmara, Henrique Alves (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB).
Lula também abordou a questão econômica, que tem sido uma fonte permanente de preocupação desde a crise internacional que eclodiu na Europa e parou os Estados Unidos. Ele lembrou que o país está às vésperas de um ano eleitoral e, por isso, ressaltou que não se pode brincar com dois patrimônios conquistados pelo país: o pleno emprego e à estabilização da inflação., O ex-presidente petista ainda fez ironia, dizendo considerar esdrúxulas receitas de economistas, que assistiu na TV e leu nos jornais, para conter a inflação.
-- Estamos vivendo um momento muito bom, de pleno emprego, com juros estáveis. Vi o economista Paulo Leme, dizendo na TV que para o Brasil conter a inflação é preciso aumentar os juros e fechar postos de trabalho -- relatou.
Lula também falou de futebol e reclamou do seu time, o Corinthians. Disse que o clube, depois que venceu o Mundial de Clubes se acomodou. E lamentou o pênalti cobrado (e desperdiçado) pelo jogador Pato, na partida contra o Grêmio, que desclassificou o time paulista da Copa do Brasil.