escritor poeta, radialista,

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lula e a sombra

 Ilimar Franco e Simone Iglesias:

          O ex-presidente Lula ironizou hoje, num almoço com senadores, no gabinete do líder do PTB, Gim Argelo (DF), a situação dos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Na sua avaliação, as candidaturas de ambos terão de enfrentar muita pressão nos próximos meses. Esta seria feita por José Serra e Marina Silva, a quem chamou de "sombras".
-- Rapaz, nunca vi! São duas sombras gigantescas. A Marina sobre o Eduardo. E o Serra sobre o Aécio -- afirmou Lula, segundo um senador presente.
          Após esta afirmação, um dos presentes ironizou dizendo que o pessoal (da oposição) diz que ele é a sombra da presidente Dilma, em alusão a possibilidade dele vir a ser candidato no ano que vem. Lula se manteve firme, como sempre faz nesta situação, afirmando que a sua candidata é a presidente Dilma.
-- Eu não. Já fui presidente. Não sou mais. Mas se eles (oposição) insistirem muito, volto em 2018. Estou fazendo duas horas de ginástica todos os dias, para quê? - retrucou, rindo e provocando risos.
Mesmo que não tenha citado nomes, e a despeito de ter elogiado o ex-presidente José Sarney, em discurso no Senado, Lula criticou os presidentes da Câmara e do Senado, desta Legislatura (2011/2014), por não terem se unido para realizar uma reforma política. Ele afirmou que era melhor Câmara e Senado terem trabalhado juntos ao invés de criarem duas comissões separadas para debater uma proposta de mudanças.
-- O país não poderia ter cruzado os braços e deixar de fazer uma reforma séria e ampla. O Congresso precisa buscar uma solução para isso, pois precisava ter agido -- disse Lula, em referência a gestão dos ex-presidentes Marco Maia (PT) e José Sarney (PMDB) e aos atuais dirigentes da Câmara, Henrique Alves (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB).
Lula também abordou a questão econômica, que tem sido uma fonte permanente de preocupação desde a crise internacional que eclodiu na Europa e parou os Estados Unidos. Ele lembrou que o país está às vésperas de um ano eleitoral e, por isso, ressaltou que não se pode brincar com dois patrimônios conquistados pelo país: o pleno emprego e à estabilização da inflação., O ex-presidente petista ainda fez ironia, dizendo considerar esdrúxulas receitas de economistas, que assistiu na TV e leu nos jornais, para conter a inflação.
-- Estamos vivendo um momento muito bom, de pleno emprego, com juros estáveis. Vi o economista Paulo Leme, dizendo na TV que para o Brasil conter a inflação é preciso aumentar os juros e fechar postos de trabalho -- relatou.
Lula também falou de futebol e reclamou do seu time, o Corinthians. Disse que o clube, depois que venceu o Mundial de Clubes se acomodou. E lamentou o pênalti cobrado (e desperdiçado) pelo jogador Pato, na partida contra o Grêmio, que desclassificou o time paulista da Copa do Brasil.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

PESQUISA DO PSDB MOSTRA DILMA VENCENDO EM 1º TURNO


Edição/247 Fotos: PR/Folhapress:
Com 40,2% de intenções de voto neste momento, a presidente Dilma Rousseff venceria em primeiro turno as eleições presidenciais; esta é a principal conclusão de pesquisa contratada por uma fonte, no caso, insuspeita: o PSDB; de acordo com levantamento do Instituto Sensus, o tucano Aécio Neves tem 18% de intenções e o presidenciável do PSB, Eduardo Campos, 10,6%; foram duas mil entrevistas realizadas entre 17 e 21 de outubro; deu Dilma em primeiro turno em todos os cenários ; num deles, José Serra levaria a melhor sobre Marina Silva
29 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 13:04

247 – Para os principais adversários anunciados da presidente Dilma Rousseff na eleição de outubro de 2014, o bom é isso mesmo: ainda falta muito tempo para o dia da disputa. Porque, neste momento, Dilma ganharia de qualquer adversário já no primeiro turno. A conclusão vem de uma fonte insuspeita. Contratado pelo PSDB, o Instituto Sensus ouviu duas mil pessoas, em 24 Estados brasileiros, entre os dias 17 e 21 de outubro. Nesse levantamento, os resultados mostraram 40,2% de intenções para Dilma, 18% para o presidenciável tucano Aécio Neves e 10, 6% para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB.

Para os tucanos, o levantamento teve um aspecto positivo. Aumentou a distância entre Aécio e Campos. O levantamento foi discutido com o presidenciável Aécio Neves na segunda-feira 29, assim que ficou pronto.

No cenário com Marina Silva, como candidata do PSB, Dilma marcaria 18,4% contra 17,8% para Aécio. A presidente, com 38,2%, ainda assim ganharia no primeiro turno.

Quando o Sensus testou o quadro com Dilma, Campos e o ex-governador José Serra no lugar de Aécio Neves, pelo PSDB, os números ficaram assim: 38,8% para a presidente, 18,6% para Serra e 13,3% para o governador de Pernambuco.

Com Marina e Serra na disputa contra Dilma, o resultado mostrou o tucano à frente da ex-ministra do Meio Ambiente, hoje filiada ao PSB: Dilma (38,2%), Serra (18,3%) e Marina (18%).

Em todas as simulações, a diferença entre as intenções de voto para Dilma e a soma das indicações para os candidatos da oposição seria sempre superior a nove pontos percentuais.