escritor poeta, radialista,

domingo, 4 de dezembro de 2016

Sonda Juno envia primeira imagem após entrar na órbita de Júpiter


Primeira imagem da sonda JunoBBC Brasil

A sonda americana Juno enviou para a Terra sua primeira foto de Júpiter desde que, na semana passado, entrou na órbita do maior planeta do Sistema Solar.
A imagem mostra Júpiter parcialmente iluminado pela luz do sol, junto com três de suas chamadas grandes luas - Io, Europa e Ganímedes. O outro quarto grande satélite natural, Calisto, está fora do enquadramento.
A foto foi tirada no domingo, quando a sonda estava a 4,3 milhões de quilômetros de distância do planeta.
Juno está atualmente ganhando distância do planeta em sua órbita, mas voltará a se aproximar dele em agosto, o que possibilitará imagens melhores e mais detalhadas.
No momento, os cientistas estão satisfeitos em saber que o equipamento da sonda está funcionando depois de enfrentar o ambiente altamente radioativo de Júpiter durante as manobras de inserção na órbita, em 5 de julho.
O comando da missão está testando todo os instrumentos de Juno para checar seu status. A sonda passará por meses de calibragem e ajustes do equipamento antes de começar o período mais "sério" de estudos de Júpiter, em outubro.
Será o mês em que a sonda fará uma nova manobra que a colocará em uma órbita mais próxima ao planeta, durante 14 dias. A espaçonave dará 30 voltas ao redor de Júpiter, e em muitas das passagens ficará a menos de 5.000 km de distância.
Na imagem enviada para a Terra, ficam evidentes as camadas atmosféricas de Júpiter. Também pode-se notar a Grande Mancha Vermelha - uma tempestade de proporções colossais que há centenas de anos ocorre no planeta gasoso.

Nos próximos 18 meses, Juno tentará entender como Júpiter "funciona". Os cientistas querem estudar o interior do planeta. Suspeita-se que sua estrutura e composição química contêm pistas fundamentais sobre a formação do planeta, há 4,5 bilhões de anos.
Fonte : BBC BRASIL

Mistério de rocha gigante solitaria em lua de Marte intriga cientistas


Cientistas não acreditam que monólito esteja ligado a circunstâncias, digamos, estranhasNasa

"Quando as pessoas souberem, vão perguntar quem foi que colocou aquilo lá." A frase é de ninguém menos que Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na superfície da Lua, logo após Neil Armstrong, em 1969.

Aldrin se referia a uma peculiar e solitária rocha que existe na superfície de Fobos, uma das luas de Marte. E estava certo: muita gente que gosta de mistérios espaciais especula sobre o misterioso monólito na superfície do satélite.

Inevitavelmente, há teorias da conspiração envolvendo alienígenas. E a formação deu até título para um álbum de Sean Lennon, o filho mais novo de John Lennon.


Mas o que se sabe sobre a rocha, afinal?

Parece ser uma grande pedra — a altura já foi estimada em 90 metros. Está situada em uma região vazia de Fobos, o que provavelmente faz o monólito ter tanto destaque na paisagem.


Só que a comunidade científica não vê essas formações como evidência da existência de civilizações alienígenas.
Forças erosivas naturais podem explicar outras formações misteriosas já vistas em Marte, como uma pirâmide e o famoso "rosto" durante anos enxergado na superfície do planeta - na verdade, uma combinação entre rochas e sombras.

Formação de Fobos ainda é um mistério para cientistas   (Nasa)

Até porque, quando analisadas mais de perto ou de ângulos diferentes, as formações não parecem tão incomuns assim.

Estilhaço

O monólito possivelmente se trata de uma espécie de estilhaço formado como consequência de um impacto.

Há evidências de que Fobos já foi atingida por meteoros e mesmo por detritos vindos da superfície de Marte, já que o satélite fica a apenas 6 mil km do planeta (a Terra e a Lua estão separadas por 384 mil km, em comparação).

Mas o monólito pode não ter sido formado por um impacto, e sim ser uma protuberância da crosta da lua que varou a superfície.

Essa ideia já foi discutida por cientistas explorando as possibilidades de uma missão a Fobos. Se a hipótese for correta, o monólito pode conter pistas sobre a origem da lua - e isso é algo interessante, pois o satélite marciano é um dos corpos celestes mais misteriosos do Sistema Solar.


Marte tem outra lua, Deimos. E não está muito claro como ela e Fobos surgiram - ambas são irregulares no formato e se parecem mais com asteroides capturados pelo campo gravitacional do Planeta Vermelho.

Mas as luas orbitam Marte de uma forma incompatível com essa hipótese.
Uma teoria alternativa é de que as elas foram formadas com o mesmo material do planeta, mas medições científicas revelaram que

Fobos é bem menos denso que as típicas formações rochosas marcianas, o que levou alguns cientistas a acreditarem que as duas luas surgiram a partir de um impacto devastador na superfície de Marte.

Especula-se que foi um evento deste tipo que criou a Lua terrestre, mas o nosso satélite é grande, enquanto Fobos e Deimos têm dimensões modestas. Ou seja: um impacto devastador deveria ter dado a Marte satélites mais graúdos.

Dois estudos publicados este ano podem ter resolvido o mistério. Ambos concluem que a terceira hipótese é a mais correta - um dos estudos apresenta evidência de que as luas não são asteroides capturados, e o outro apresenta um cenário detalhado da formação delas.

O impacto, aparentemente, gerou uma lua grande e essa lua "encorajou" a formação de Fobos, Deimos e vários outros satélites.
Eventualmente, a grande lua e todas as outras, com a exceção das hoje existentes, chegaram tão perto da superfície de Marte que acabaram desintegrando-se. Expedições a Fobos e ao monólito podem testar a hipótese.

No ano passado, a Nasa, a agência espacial americana, publicou estudos sugerido que Fobos está se desfazendo lentamente.

Sulcos em sua superfície podem ser sinais do processo. Mas uma missão ainda não se trata ainda de uma corrida contra o relógio: serão necessários pelo menos de 30 milhões a 50 milhões de anos para que a misteriosa lua marciana se desintegre.riosa lua marciana se desintegre.
fonte : BBC BRASIL