escritor poeta, radialista,

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

CRIME DE VEJA É GROTESCA FRAUDE JORNALÍSTICA

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247 - O ato cometido pela família Civita em sua mais recente edição não merece outra qualificação. Trata-se de um atentado à democracia brasileira. Um crime. Uma tentativa escancarada de golpe.
A dois dias da eleição presidencial, a Abril faz circular uma edição em que a presidente Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas Ibope e Datafolha já fora da margem de erro, é acusada de comandar um esquema de desvios na Petrobras.
Assinada pelo repórter Robson Bonin, a reportagem já principia com uma explicação, que é quase um pedido de desculpas pelo crime:
A Carta ao Leitor desta edição termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em segundo turno das eleições presidenciais. "Basta imaginar a temeridade que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do cumprimento desse dever". VEJA não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato.
Feita a explicação, parte-se para a reportagem em si sobre o depoimento de um doleiro, que já foi negado por seu próprio advogado (leia mais 

ADVOGADO DE DOLEIRO: VEJA MENTIU SOBRE DILMA

O advogado Antonio Figueiredo Basto, que comanda a defesa do doleiro Alberto Youssef, afirma que desconhece o depoimento de seu cliente que ancora a capa de Veja, publicada ontem, em edição extra; “Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou; "Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo"; tentativa de golpe contra a democracia é manobra da revista conduzida pelo jornalista Eurípedes Alcântara e pelo executivo Fábio Barbosa, que comanda a Abril, no lugar dos Civita; jornalismo brasileiro atinge seu momento mais torpe).
Lá pelas tantas, eis o que diz o repórter: "O doleiro não apresentou – e nem lhe foram pedidas – provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades".
O que mais é preciso dizer?
Nada.
Simplesmente, que a família Civita cometeu um atentado contra a democracia brasileira, com a intenção se colocar acima da vontade popular, estimulando seus colunistas raivosos a já falar em impeachment, caso a presidente Dilma Rousseff confirme sua vitória no próximo domingo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Roberto Firmino agora é Alagoas dentro da equipe brasileira. - A terra está muito bem representada, podem confiar!

Se muitos brasileiros que não acompanharam o acesso do Figueirense em 2010 podem não saber quem é Roberto Firmino, convocado nesta quinta-feira para a Seleção Brasileira pela primeira vez, certamente os atuais campeões do mundo sabem. Na Alemanha, o meia-atacante de 23 anos, alagoano de Maceió, já tem status de grande jogador, conquistado com o excelente desempenho na última temporada da Bundesliga – que rendeu o prêmio de revelação do campeonato e também encantou o técnico Dunga.
"Firmino tem qualidade técnica e uma grande facilidade pra fazer gol, algo que temos buscado para a Seleção", elogiou o treinador brasileiro nesta quinta. De fato, os 16 gols marcados com a camisa do modesto Hoffenheim no Alemão 2013/14 colocaram Firmino em quarto na tabela de artilheiros do país campeão do mundo. Mas o camisa 10 é bem mais que isso: como exemplo, só o astro alemão Marco Reus deu mais assistências que ele na última temporada (14 contra 12). Para chegar até aí, porém, a trajetória não foi fácil.
Roberto Firmino começou na base do CRB de Alagoas e saiu para o Figueirense em 2008, com apenas 16 anos. Habilidoso e incisivo, o meia-atacante foi um dos destaques na Copa São Paulo de 2009, quando os catarinenses, defendendo o título, caíram para o Internacional nas oitavas de final. Aquele ano ainda não seria o da explosão: foram apenas dois jogos pelo time principal na Série B, que terminaria com o Figueirense na sexta colocação.
Em 2010, o jogo virou. Firmino passou a ser titular com mais frequência, foi campeão catarinense e entrou em campo em quase todos os jogos da Série B, marcando oito gols. Foi fundamental para o vice-campeonato e o acesso à primeira divisão, e era visto como grande promessa, apesar das críticas de alguns torcedores de "enfeitar" demais as jogadas.
Mas o torcedor não teve muito tempo para ver o garoto crescer: em março, seus direitos já haviam sido vendidos ao grupo do empresário Eduardo Uram, parceiro do Figueirense que também negociou jogadores como o lateral Lucas e o atacante Willian no fim do ano. Após a conquista do acesso, Firmino saiu para o Hoffenheim, da Alemanha.
O começo na Alemanha não foi fácil. Aos 19 anos, fez apenas 11 jogos no Campeonato Alemão em 2010/11, a maioria como reserva, mas já começou a chamar a atenção ao fazer três gols. Em novembro de 2011 veio o pior momento: ao lado do nigeriano Chinedu Obasi, foi afastado de um jogo do time principal por constantes problemas com atrasos.
Revelação do Campeonato Alemão, Firmino alcançou 16 gols e 12 assistências na última temporada
Foto: Alexander Hassenstein / Getty Images
temporadas seguintes foram de crescimento para Firmino: em 2011/12, virou titular do time e marcou sete gols no Alemão; em 2012/13, foi visto como importantíssimo para evitar o rebaixamento do Hoffenheim, sendo o principal homem de criação do time e anotando outros cinco gols. O talento do brasileiro já era palpável e rendia elogios na Alemanha, mas ainda faltava uma temporada para confirmar tudo isso.
O Roberto Firmino da temporada 2013/14 foi um jogador completamente diferente dos anos anteriores. Jogando solto no esquema do Hoffenheim, atrás de um centroavante e com liberdade para se movimentar, o alagoano explodiu: foram 16 gols e 12 assistências, liderando o modesto clube ao nono lugar. O estilo de toques a mais deu lugar a um meia-atacante objetivo e eficiente, com facilidade para finalizar e deixar companheiros na cara do gol.
As atuações de Firmino foram reconhecidas: ele foi premiado como revelação da temporada na Alemanha e renovou com o Hoffenheim até 2017. Mas é pouco provável que ele fique até lá, já que clubes como Arsenal e Inter de Milão já demonstraram interesse pelo camisa 10 na última janela de transferências. Convocado agora à Seleção Brasileira, o jovem que empolgava fãs do Figueirense na segunda divisão dá mais um passo para se firmar como jogador de ponta – e entrar de vez no cotidiano dos torcedores brasileiros.