escritor poeta, radialista,

sábado, 14 de junho de 2014

É esta população sem educação que quer assumir o poder do país?

 “Isso, se a senhora me permite, eu não admito”, protestou o ajudante de pedreiro Afonso de Medeiros, 48 anos, negro, evangélico, ex-dependente químico, morador na Favela do Moinho, centro de São Paulo. O homem se referia aos xingamentos contra a presidente Dilma Rousseff, durante o jogo de abertura da Copa do Mundo, no estádio de Itaquera.
O grito nasceu na ala vip e tomou a Arena Corinthians. Entre os mais entusiasmados estava a colunista social do jornal “O Estado de S.Paulo", que deve ter achado muito fina, elegante e sincera a modalidade de protesto. Mas é isso que é a gente que diz que quer tomar o poder?
“Isso não se faz com uma mulher, nunca”, disse o pedreiro Medeiros, que assistia ao jogo em pé, diante da televisão instalada no Bar do Grappite, logo na entrada da favela. “É covardia.”
E olha que a favela do Moinho era no dia do jogo um reduto de manifestantes anti-Copa. Os “vândalos” que denunciaram os gastos excessivos com a construção de estádios escolheram a favela para assistir juntos ao jogo. Democraticamente, dividiram com torcedores fanáticos de Neymar, Fred e Oscar o chão de terra batida do Moinho (chama-se assim porque ali funcionou um antigo moinho das Indústrias Matarazzo).
Os anti-Copa, entretanto, não chegavam aos pés dos vips do estádio de Itaquera no quesito vandalismo verbal. Um garoto vestido com a camisa da Croácia, por exemplo, comemorou o gol adversário com uma adaptação do bordão “Não vai ter Copa”. Virou “Não vai ter hexa!” Foi abraçado entusiasticamente pelos demais e ficou nisso.
“Eu sou feminista, véi. Comigo não tem essa de xingar mulher, mesmo que ela seja a presidente! A gente já é xingada demais na vida: de puta, baranga, gorda, sapatona, malcomida, burra”, explicou uma ativista que havia participado de protestos naquela tarde.
Dilma sabia que ia pro sacrifício. Quem tem dinheiro para comprar os cobiçados ingressos Fifa não é o brasileiro que costuma frequentar estádio (na porta, cambistas ofereciam os últimos tickets por até R$ 2.000).
São os mesmos endinheirados que passaram os últimos anos dizendo que o estádio não sairia. Saiu.
Que não haveria aeroportos pros gringos aterrissarem. Houve.
O jornal da colunista até publicou que haveria ataques do PCC na abertura. E necas.
Eles têm de estar revoltados mesmo: muita contrariedade. O PT fundiu-lhes a cabeça.
O jeito foi extravasar nos moldes odientos consagrados pelas redes sociais.
Há quem ache que o presidenciável Aécio Neves deve usar o linchamento verbal contra Dilma em seu horário eleitoral gratuito. Sabe de nada, inocente!
Experimenta pôr a grosseria na campanha... Porque vaiar, tudo bem. Mas xingar assim é falta de educação demais, coisa de mal-agradecido traíra. E isso não se perdoa.
Os marqueteiros tucanos têm de ensinar ao seu eleitorado um pouco mais de polidez. Nem que seja para aparecer na TV.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Pai grava vídeo emocionante se despedindo da filha

Se você pudesse se despedir das pessoas que ama antes de morrer, o que diria? Essa premissa foi o que motivou Nick Magnotti, 27 anos, de Whashington, EUA, a gravar uma mensagem de adeus para sua filha Austin, de 7 meses.
Nick vinha lutando contra um câncer no apêndice há 3 anos, tempo em que as sessões de quimioterapia já não mostravam melhora em seu quadro clínico e sua cirurgia não havia saído como o previsto. Neste momento Nick e sua esposa resolveram encarar tudo de uma forma mais branda e resolveram ter um filho, que meses depois chegou na forma de uma linad menina, chamada Austin.

Em um dado momento, Nick resolveu parar com a quimioterapia, pois os médicos haviam lhe informado que o câncer não estava mais regredindo (mas espalhando-se mais rápido que a cura), e decidiu aproveitar cada momento possível com sua família: "cada dia que posso passar com ela, é a maior de todas as bênção", diz Nick.
Confesso que escrever esse post foi muito difícil, pois inevitavelmente nos colocamos no lugar dessa família, e imaginamos como será a reação de Austin quando crescer e assistir a um vídeo tão carinhoso e transbordando de amor por todos os lados. O vídeo foi divulgado ano passado (2013) e Nick faleceu cerca de dois meses depois de gravá-lo. O certo é que ele aproveitou todos momentos possíveis para usufruir da companhia da filha, sua esposa e amigos. Não espere saber quando você vai morrer para fazer o mesmo. Viva intensamente cada dia de sua vida.

Nick se considera abençoado, pois ele pôde deixar um vídeo de despedida para sua filha e conseguiu aproveitar intensamente cada momento, de forma intensa, verdadeira e com muito amor. Vale a pena assistir.