escritor poeta, radialista,

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Marcar encontros com conhecidos da internet exige cuidados




A internet é uma ferramenta que facilita o contato com novas pessoas e até o desenvolvimento de romances. Sites especializados em encontros e até aplicativos para smartphones servem para aproximar desconhecidos. Mas, passada a etapa virtual, é preciso cuidado ao marcar um encontro real. Para saber como fazer isso com segurança, o UOL Tecnologia reuniu dicas da Polícia Militar (PM) do Estado de São Paulo, do bate-papo UOL, do aplicativo Tinder e do site de Match.com.
A seguir, você confere as dicas para ter um primeiro encontro seguro, com alguém que conheceu pela internet.
Seis dicas para marcar encontros
  • Anote os dados e volte a perguntar depois para ver se há contradição 
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  • Use a pesquisa de imagens do Google para verificar as fotos 
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  • Veja se as informações batem em redes sociais diferentes 
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  • Não passe informações sobre sua rotina ou bens materiais 
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  • Escolha um local movimentado e bem localizado, em uma região central 
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  • Vá por conta própria ao encontro, sem precisar de carona 
Antes do encontro
O site Match sugere uma tática para checar se as informações passadas pelo pretendente são verdadeiras. Faça diversas perguntas, como nome, profissão, bairro onde mora, escola onde estudou e anote tudo. Depois de um tempo, volte a perguntar. Se houver contradição, desconfie.
Outra ideia, fornecida pela polícia, é buscar o nome e as redes sociais do pretendente no Google. Dessa forma, é possível confirmar se há algum problema relacionado com ele.
As dicas de segurança do bate-papo UOL lembram, por exemplo, que é preciso tomar cuidado ao utilizar a webcam. Embora o serviço fornecido pelo site não tenha recursos de gravação, o  interlocutor pode possuir algum programa com essa finalidade. Além disso, se a conversa for por e-mail, é preciso ficar atento aos anexos. Arquivos maliciosos podem capturar seus dados pessoais, como a senha bancária.
Já para quem usa o Tinder, uma opção é ficar de olho nas outras redes sociais da pessoa. O ideal é pedir o Facebook ou o Twitter para o pretendente e conferir se as informações batem. No Tinder, uma pessoa pode dizer que é solteira, mas está em um relacionamento sério no Facebook. Ou então a cidade de residência pode ser outra, por exemplo.
Se a pessoa não quiser passar suas redes sociais ou você preferir não perguntar, é possível visualizar algumas informações diretamente no app. O nome, os interesses e os amigos em comum são dados valiosos, que podem servir para achar o pretendente em outros ambientes virtuais sem ele saber (fazendo buscas no Google ou no Facebook, por exemplo).
Além da pesquisa tradicional, o Google possui também busca por imagens relacionadas. Na busca por fotos do Google, o site exibe onde aquela imagem foi originalmente postada -- blogs ou redes sociais, por exemplo. Com isso, é possível descobrir se a foto do seu amor virtual foi "roubada" de outra página.
Reprodução/Daily Mail
Foto do general norte-americano Wesley Clark
A foto do general norte-americano Wesley Clark, por exemplo, é utilizada em vários locais diferentes na web. A aposentada Kathleen Fortun, 68, perdeu 36 mil libras (cerca de R$ 129 mil) em 2012, depois de conhecer pela internet um falso militar chamado Richard Allman, que usava essa imagem como se fosse dele.
Na hora de escolher o lugar
A polícia orienta que a melhor opção é sempre um lugar público e movimentado, com grande fluxo de pessoas, como restaurantes e bares.
Se for possível, escolha um local onde você conhece as pessoas que estarão lá, como os garçons ou outros frequentadores, de acordo com o site Match.com. O portal diz ainda que é melhor evitar locais isolados ou com pouca iluminação.
Durante o encontro
Tanto a PM como o Match.com sugerem que o usuário deixe os amigos e familiares cientes de onde e com quem você estará. Além disso, uma boa ideia é pedir que alguém entre em contato com você durante o encontro, para conferir se está tudo bem.
Nas conversas, evite passar informações pessoais sobre sua rotina, como horário de ida e volta do trabalho. Também não informe nada sobre seus bens materiais.
Outra dica do site de relacionamentos é que cada pessoa vá por conta própria para o local. Também é importante não depender do pretendente para voltar para casa. Isso mantém a independência em caso de uma situação perigosa (ou até mesmo se não gostar pessoalmente do amigo virtual), por exemplo.
Depois do encontro
Sobre "esticar" ou não o encontro, a página Match é taxativa: "por mais simpática que a pessoa seja, nunca a leve para sua casa após o primeiro encontro. Lembre-se sempre que se trata de um estranho". 
por: Flávio Carneiro
Do UOL, em São Paulo

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Análises apontam que papiro que fala da esposa de Jesus não é falso

Acredita-se que fragmento seja proveniente do Egito.

Historiadora diz que análises não provam que Jesus era casado.

Uma inscrição antiga feita em papiro pode sinalizar que Jesus Cristo tinha uma esposa. O material foi apresentado nesta terça-feira (18), durante o 10º Congresso Internacional de Estudos Coptas, que está sendo realizado em Roma. (Foto: AP Photo/Harvard University, Karen L. King)Uma inscrição antiga feita em papiro pode sinalizar que Jesus Cristo tinha uma esposa (Foto: AP Photo/Harvard University, Karen L. King)
Um pedaço de papiro antigo que contém uma menção à esposa de Jesus não é uma falsificação, de acordo com uma análise científica do controverso texto, declararam nesta quinta-feira (10) pesquisadores americanos. Acredita-se que o fragmento seja proveniente do Egito e contém escritos na língua copta, que afirmam: "Jesus disse-lhes: 'Minha esposa...'''. Outra parte diz ainda: "Ela poderá ser minha discípula".
A descoberta do papiro, em 2012, provocou um rebuliço. Pelo fato de a tradição cristã afirmar que Jesus não era casado, o documento atiçou os debates sobre o celibato e o papel das mulheres na Igreja.
O jornal do Vaticano declarou que o papiro era uma farsa, juntamente com outros estudiosos, que duvidaram de sua autenticidade baseados em sua gramática pobre, texto borrado e origem incerta.
Nunca antes um evangelho se referiu a Jesus como casado, ou tendo mulheres como discípulos.
Mas uma nova análise científica do papiro e da tinta, bem como da escrita e da gramática, mostrou que o documento é antigo.
"Nenhuma evidência de fabricação moderna ("falsificação") foi encontrada", declarou a Harvard Divinity School em um comunicado.
O fragmento provavelmente remonta a uma data entre os séculos VI e IX, mas poderia ter sido escrito até mesmo no segundo século da Era Comum, segundo os resultados do estudo publicados na Harvard Theological Review.
A datação por radiocarbono do papiro e uma análise da tinta utilizando espectroscopia Micro-Raman foram realizadas por especialistas da Universidade de Columbia, da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
"A equipe concluiu que a composição química do papiro e os padrões de oxidação são consistentes com papiros antigos, ao comparar o fragmento do Evangelho da Esposa de Jesus (Gospel of Jesus' Wife - GJW, em inglês) com um fragmento do Evangelho de João", declarou o estudo.
"O teste atual suporta, assim, a conclusão de que o papiro e a tinta do GJW são antigos", esclareceu.
Origem desconhecida
A origem do papiro é desconhecida. Karen King, historiadora da Harvard Divinity School, o recebeu de um colecionador - que pediu para permanecer anônimo - em 2012.

King, uma historiadora do cristianismo primitivo, declarou que a ciência mostrar que o papiro é antigo não prova que Jesus era casado.
"A questão principal do fragmento é afirmar que as mulheres que são mães e esposas podem ser discípulas de Jesus - um tema que foi muito debatido no início do cristianismo, num momento em que a virgindade celibatária se tornou cada vez mais valorizada", explicou King em um comunicado.
"Este fragmento do evangelho fornece uma razão para reconsiderar o que pensávamos que sabíamos, ao se perguntar o papel que as declarações sobre o estado civil de Jesus desempenharam historicamente nas controvérsias cristãs sobre casamento, celibato e família".
O fragmento mede 4 cm x 8 cm. King declarou que a data do documento - escrito séculos depois da morte de Jesus - significa que o autor não conhecia Jesus pessoalmente.
Sua aparência bruta e os erros gramaticais sugerem que o escritor tinha apenas uma educação elementar, acrescentou.
Leo Depuydt, professor de Egiptologia da Universidade Brown, escreveu um artigo, também publicado na Harvard Theological Review, descrevendo por que acredita que o documento é falso.
"O fragmento do papiro parece perfeito para um esquete do Monty Python (famoso grupo de comediantes britânicos)", declarou.
Ele apontou erros gramaticais e o fato de as palavras "minha esposa" parecerem ter sido enfatizadas em negrito, o que não é utilizado em outros textos coptas antigos.
"Como um estudante de copta convencido de que o fragmento é uma criação moderna, sou incapaz de fugir à impressão de que existe algo quase engraçado no uso das letras em negrito", escreveu.
King publicou uma refutação às críticas de Depuydt, dizendo que o fato de a tinta estar borrada era comum e que as letras abaixo de "minha esposa" eram ainda mais escuras
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